Flores, Maria Teresa Silva Guerreiro Mendes2019-05-032019-05-032017-12PURE: 11759016PURE UUID: 4a92709d-728c-424c-9d59-6fa61944a9bbORCID: /0000-0002-8866-3129/work/70393487http://hdl.handle.net/10362/68537UID/CCI/04667/2016Este artigo propõe uma análise ao Álbum Etnográfico da expedição portuguesa ao Muatiânvua, potentado Lunda, no interior de Angola. As fotografias foram produzidas durante a expedição, chefiada pelo major Henrique Dias de Carvalho, entre 1884 e 1888. Procura-se situar a atividade fotográfica no contexto desta expedição, nas suas diversas dimensões políticas e científicas e compreender as políticas de imagem e algumas das retóricas visuais que foram usadas neste contexto colonial. Dado o amplo uso das fotografias para produzir as gravuras da extensa obra científica de Henrique Dias de Carvalho, examinamos as suas propostas metodológicas no campo da etnografia. Este artigo apoia-se sobretudo em conceitos semióticos, na teoria e história da fotografia, na epistemologia das ciências e em pesquisas da documentação da expedição e do seu contexto. Contudo, deve ser lido à luz dos debates em Cultura Visual sobre as imagens como construções políticas. De facto, mostramos que a defesa vigorosa e sincera que Henrique Dias de Carvalho atribui ao estudo das culturas africanas, e até ao respeito por elas, existe tendo subjacente um desígnio colonial, mais abrangente e inquestionado: o de conhecer para melhor dominar.24811590porRetratosFotografiaExpedições científicasEtnografiaAngolaHenrique Dias de CarvalhoAs fotografias da expedição portuguesa ao Muatiânvuojournal article1884/88