França, José AugustoPacheco, Maria Emília Vaz de2020-08-062020-08-061986-042020-08-06http://hdl.handle.net/10362/102055Tese foi editada, autorizada pelo editor. Existe o livro em : MO.PAC.001 UNLFCSH / IHA-FCSH-UNLAo dedicar, neste ano de 1986, um trabalho de Tese respeitante aquele que foi entre os seus companheiros apelidado de "Mestre" da pintura naturalista no Portugal oitocentista - e consciente, embora das limitações de diversa ordem, provenientes da espessa rede de condicionalismos também eles de índole vária -, a autora pretendeu dar cobertura a um compromisso que consigo própria assumira, aquando de uma primeira abordagem da matéria, no sentido de fornecer algum contributo para aclarar as relações ideológicas que teriam servido de substracto a produção artística de Silva Porto, no quadro civilizacional fontista. Sem pretensiosismos e sem ambições desmesuradas, empenhámos neste trabalho toda a boa vontade em tentar suscitar problemas que, no essencial, se prendem com uma reflexão pessoal sobre a nossa mentalidade e a nossa cultura actuais. Julgamos que tal pretensão se justifica a partir da nossa própria atitude perante a cultura, que encaramos como um elemento dinâmico em interdependência da evolução social, que por sua vez acaba por, reciprocamente, influenciar também. Ao abordarmos, pois, a obra daquele que foi, sem dúvida, a figura mais representativa das tendências picturais oitocentistas em Portugal, sobretudo considerando a influência que em seu torno irradiou, na formação de algumas gerações que se prolongaram até ao nosso século, não poderemos deixar de ter no ângulo da nossa visão, para além das noções académicas importadas através da aprendizagem parisiense, o grau de adequação daquelas que, necessariamente, decorrendo carácter cultural da sociedade oitocentista portuguesa, onde o pintor recebeu a sua formação de base.porSilvaPortoPinturaNaturalismoSilva Porto e a expressão ideológica da pintura naturalista em Portugalmaster thesis