Brito, CristinaVieira, Nina2022-05-242022-11-012022-022184-6979PURE: 42113200PURE UUID: 353253e1-2091-442f-a522-19170face89aORCID: /0000-0001-7895-0784/work/113528721ORCID: /0000-0002-6280-9951/work/203443431http://hdl.handle.net/10362/138558UIDB/04666/2020 UIDP/04666/2020Neste artigo contamos a história de baleias que entraram e arrojaram no estuário do Tejo, em dois momentos e contextos históricos distintos. Iremos abordar a baleia avistada nas vésperas do terramoto de 1531 e a baleia arrojada em 1723, criando uma narrativa que permite interrelacionar a existência dos animais - sua ocorrência, vida e morte – com a das pessoas de Lisboa ribeirinha da época moderna. Utilizamos uma abordagem integradora da análise das fontes históricas documentais e iconográficas e das produções literárias e artísticas que lhes estejam associadas. Utilizamos ainda a voz e a perspetiva da baleia, tornando-a mais do que o objeto e sujeito da narrativa, um dos agentes co-construtores da história. Este é um método de trabalho e de comunicação enquadrado nas Humanidades Ambientais. Conceptualizamos a baleia-entidade numa abordagem que extrapola a existência real e biológica destes animais, revertendo-a para constructo cultural ou ‘realidade imaginada’. Assim, a baleia torna-se caleidoscópica. Na baleia, passam a existir vários mundos, todos os mundos mais-do-que-humanos, todos os tempos, geografias ne sentidos. A baleia é, para nós, um hiper-objeto.155458350porMarine Environmental HistoryEnvironmental HumanitiesWhalesSDG 14 - Life Below WaterUma construção cultural de ser baleiajournal articleA história ambiental de dois arrojamentos na Lisboa ribeirinha e das pessoas que os observaram e descreveram