Eickhoff, H.C.2025-03-072025-03-0720240872-8380PURE: 112017202PURE UUID: 4a656f05-9650-4b11-9331-e3eb5be3e9efhttp://hdl.handle.net/10362/180276UIDB/04647/2020 UIDP/04647/2020Este artigo utiliza a peça de teatro de Brecht Santa Joana dos Matadouros como cenário para analisar criticamente a abordagem da ecologia humana pela Escola de Chicago que se caracterizava pelo foco nas condições ambientais e temporais da existência humana, dando primazia à uma visão biologista e competitiva das relações sociais. No contexto da cidade de Chicago durante e após a Primeira Guerra Mundial, e tendo em conta a importância contemporânea da indústria da transformação de carnes, alega que académicos como Park, Burgess e McKenzie, dando ênfase às “leis da natureza”, informaram (e foram informados por) um processo recíproco entre preconceitos e crenças existentes e a investigação académica que acabou por moldar uma noção de espaço urbano e de ‘gueto’ onde a segregação de negros, indígenas e pessoas de cor acaba por se concretizar até hoje. Por outro lado, conceitos recentes em ecologia humana começam a abordar a complexidade das múltiplas dimensões do sistema urbano dentro de um quadro metodológico transdisciplinar e informado pela ciência pós-normal.9976581engChicago SchoolUrban spaceHuman EcologyEpic theatreSaint Joan of the Stockyards meets the Chicago School : gyjournal article10.4000/130uqchallenging the discussion of urban space in Human Ecolohttps://journals.openedition.org/sociologico/12459#quotation