Ferreira, João Luís Fernandes2012-04-262012-04-262011-09http://hdl.handle.net/10362/7198Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em História Moderna e dos DescobrimentosA queda de Ormuz em 1622, causou ondas de choque por toda a Monarquia Hispânica, devido à grande importância simbólica e financeira daquela praça. A reacção portuguesa surgiu logo nos anos seguintes. Através da acção de Rui Freire de Andrade, nomeado capitão-geral do Estreito de Ormuz, os portugueses conseguiram reequilibrar a sua posição naquelas águas, transferindo o seu centro de actividade para a fortaleza de Mascate e para a margem arábica do estreito. No entanto, a morte de Rui Freire em 1633, veio alterar a situação lusa, iniciando-se uma acesa disputa entre aqueles que defendiam uma presença baseada sobretudo no comércio e os defensores da continuidade da via militar. Entretanto as autoridades do Estado da Índia conseguiram estabelecer acordos de paz com os persas e os ingleses, mas a ascensão omanita aumentou a pressão sobre as praças lusas. Os omanitas aproveitaram a continuidade das rivalidades entre portugueses, apesar das tentativas de reforma levada a cabo pelo conde de Aveiras, para se lançar sobre as posições destes, conseguindo expulsar por completo os portugueses da costa de Oman, em 1650. O Estado da Índia reagiu enviando algumas armadas ao Estreito nos anos seguintes, mas estas foram incapazes de restabelecer qualquer posição militar permanente naquelas costas.porGolfo PérsicoEstado da ÍndiaMascateOmanEntre Duas Margens. Os Portugueses no Golfo Pérsico (1623-1653)master thesis