Relvas, EuniceRijo, Delminda2020-12-162020-12-162020978-989-54723-0-7PURE: 26452786PURE UUID: ffce2540-19fc-47c2-83f9-18111d32fecehttp://hdl.handle.net/10362/108748UIDB/04209/2020 UIDP/04209/2020Este artigo tem por objetivo estudar a grande pandemia gripal de 1918 no concelho de Lisboa. À omnipresença da fome e da guerra unia-se o pânico da peste e da morte, numa verdadeira sentença apocalíptica. Este trabalho analisa a génese, duração e efeitos da pneumónica na urbe. Examina as medidas profiláticas e as disposições do governo central e local perante esta doença, através da investigação nos registos oficiais (relatórios, assentamentos de óbitos, atas das sessões do município, etc.) e na imprensa da época. Nas páginas dos periódicos perpassa a presença da doença, confirmando o seu impacto avassalador, numa visão diferente e complementar do discurso público. Este estudo traça o quadro funesto da pneumónica na capital da República Portuguesa. Uma gripe que, contra as conclusões e discursos da época, não atingiu equitativamente a população de Lisboa, mas penalizou e provocou maior mortandade (em termos absolutos) nas zonas ribeirinhas, a ocidente e oriente, em freguesias demograficamente representadas pela supremacia da pequena burguesia e do operariado – manifestação da existência de uma geografia social desta pandemia gripal.182289464porPneumónicaGripeLisboaMortalidadePoder local«A Epidemia Reinante».book part10.21814/1822.64699A Pneumónica no Concelho de Lisboa, 1918