Lemos, Maria Isabel2025-01-132025-01-1320212595-8925PURE: 106220249PURE UUID: cbf2baa8-27ba-481a-9618-059aabc9f65bhttp://hdl.handle.net/10362/177367UIDB/00657/2020 UIDP/00657/2020A contemporaneidade, marcada por constantes deslocamentos geográficos, simbólicos e ontológicos, carrega as marcas de seu tempo; e também os traços históricos da exploração colonial e da fragmentação identitária que a mesma potencializou. Esta análise literária, baseada no volume “Cidadã de Segunda Classe” (2018), da nigeriana radicada em Londres Buchi Emecheta, visa à problematização da experiência de fragmentação e transmutação identitária vivenciada por migrantes, bem como seus efeitos contemporâneos. Nesta reflexão, o papel da Literatura como ferramenta para a consolidação do locus enunciativo de tais grupos e sujeitos é abordado, assim como a sua centralidade para a reconstrução de narrativas históricas e políticas com base no processo dialético de estruturação das identidades. A partir das experiências da personagem Adah, de caráter altamente autobiográfico, observam-se diferentes tipos de deslocamento e alteridade: o lugar da mulher na sociedade patriarcal igbo, o enquadramento das imigrantes africanas, e de seus descentes, na estrutura social inglesa e a importância das mesmas para o estabelecimento de novos sujeitos femininos e perspectivas literárias. O volume, publicado na década de setenta do século XX, levanta inúmeras questões que se refletem na atualidade e contribuem para a compreensão dos processos históricos de desterritorialização e ressignificação identitária aqui abordados.18343892porBuchi EmechetaColonialismoFragmentação identitáriaAnálise literáriaCidadã de segunda classejournal article10.14393/TES-V0n0-2021-60699sujeitos femininos e a fragmentação identitária no mundo pós-colonialhttps://seer.ufu.br/index.php/tessera/article/view/60699