Pires, Guilherme Borges2020-11-252020-11-2520202177-4218PURE: 26139595PURE UUID: eb1ad03b-ba8d-4d0f-9e2b-aff94f682852ORCID: /0000-0002-3923-5638/work/151424300http://hdl.handle.net/10362/107803UIDB/04666/2020 UIDP/04666/2020A divindade criadora egípcia, predominantemente masculina, tem sido interpretada como andrógina com base, entre outros motivos, no facto de esta executar acções-msj, habitualmente projectadas na esfera feminina. O presente artigo pretende auscultar as diferentes atestações de msjenquanto expressão de um acto cosmogónico nos hinos religiosos do Império Novo egípcio (c. 1539-1077 a.C.). Este exercício exploratório estrutura-se em dois eixos fundamentais: por um lado, a constatação de que nem todas as atestações de msjremetem para um acto biológico e/ou reprodutivo; por outro, a compreensão de que a capacidade (pro)criadora da divindade não a coloca forçosamente no espectro da não-binariedade de género. Para tal, atentar-se-á à distribuição dos determinativos nas diferentes grafias do vocábulo, mas também aos contextos fraseológicos em que o mesmo figura, a partir de uma selecção das fontes que constituem este corpus. Pretende-se assim encetar um entendimento mais matizado do vocábulo e, por extensão, questionar a pertinência do epíteto “andrógino” na caracterização do deus criador.44740691porEgipto AntigoHinos ReligiososImpério NovoCriadorAndroginiaMsjPode um deus dar à luz?Can a god give birth?Msj in the Religious Hymns of the Egyptian New Kingdom (c. 1539-1077 BC): readdressing the so-called “androgyny” of the Creator deityjournal article10.11606/issn.2177-4218.v11i1p61-103Msj nos hinos religiosos do império novo egípcio (c. 1539-1077 a.C.): para uma (re)avaliação da “androginia” da divindade criadorahttps://www.revistas.usp.br/marenostrum/article/view/166334