Leme, José Luís Toivola Câmara2026-02-062026-02-062025-09-121984-8412PURE: 133053972PURE UUID: 2877e39b-7356-4a63-bfff-b7d0bc7361c5http://hdl.handle.net/10362/200108O artigo sustenta que, na era do Antropoceno, o romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, pode ser alvo de uma desleitura irônica que subverte sua interpretação tradicional, tanto marxista quanto liberal. A oposição entre o Coronel Ramiro Bastos e Mundinho Falcão já não representa o famigerado embate entre tradição e modernidade, mas passa a simbolizar a tensão entre duas modalidades de vida social: uma enraizada na comunidade e no ambiente natural (o jardim), e outra orientada para a globalização econômica (a dragagem da barra). Embora equivocada, essa releitura reflete uma ambiência marcada pela melancolia e pelo desencanto, na qual o progresso econômico deixa de ser visto como um vetor de desenvolvimento e passa a ser interpretado como um agente de destruição ambiental e de erosão das formas autênticas de vida social.7993469engJorge AmadoAntropocenoProgressoAuthenticidadeMelancoliaSDG 8 - Decent Work and Economic GrowthNas ruínas do progressojournal article10.5007/1984-8412.2025.e108609uma desleitura de Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado