Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10362/9264
Título: Promoção da saúde mental em espaço urbano
Autor: Gomes, José Carlos Rodrigues
Orientador: Loureiro, Isabel
Palavras-chave: Espaço urbano
Investigação participada de base comunitária
Promoção da saúde
Saúde mental
Capacitação
Espace urbain
Recherche communautaire participative
Promotion de la
Santé mentale
Empowerment
Urban space
Community-based participatory research
Health promotion
Mental health
Espacio urbano
Investigación participativa basada en la comunidad
Promoción de la salud
Salud mental
Empowerment
Data de Defesa: 2012
Editora: Universidade Nova de Lisboa. Escola Nacional de Saúde Pública
Resumo: RESUMO: A saúde pública deve estar atenta aos contextos e às mudanças sociais, políticas, económicas, científicas e tecnológicas com que se confrontam constantemente as comunidades, particularmente em situações de grandes transformações como o momento que a União Europeia atravessa. A urbanização é provavelmente a mudança demográfica mais importante das últimas décadas. Tendo importantes repercussões sobre a saúde mental, é importante desenvolver a investigação neste domínio, de forma multidisciplinar e integrando a compreensão dos diferentes determinantes sociais, psicológicos e físicos. As políticas de saúde mental tornaram-se uma parte importante da política social e da sociedade de bem-estar, em particular se considerarmos a urbanização das nossas comunidades. Considerar a saúde mental em espaço urbano é fundamentalmente estudar como um espaço particular pode influenciar a saúde. Baseado nesta reflexão, desenvolveu-se uma investigação participada de base comunitária, com recurso a uma metodologia de estudo de caso. Recorreu-se a dezenas de documentos de referência local, registos em arquivo, à observação direta, à observação participante e à observação in loco do espaço urbano. Foi utilizada uma amostragem em bola de neve, estratificada, para selecionar 697 habitantes de uma cidade da área metropolitana de Lisboa. Estes habitantes foram entrevistados por 42 entrevistadores, previamente formados, assim como foram enviados questionários online dirigidos aos professores (196) e aos Técnicos Superiores de Serviço Social (12) em exercício no espaço urbano em estudo, para a caraterização sociodemográfica e para avaliação de indicadores de saúde, de indicadores relacionados com a saúde e de indicadores estruturais de saúde mental. Os resultados mostraram um espaço urbano promotor de saúde estrutura-se para capacitar os seus cidadãos a se integrarem ativamente no funcionamento da sua comunidade. Foram identificadas algumas caraterísticas como 1) o início do processo de promoção da saúde mental ser o mais precoce possível; 2) a participação comunitária ativa, num sentimento de segurança individual e comunitária, envolvendo estruturas governamentais e não-governamentais; 3) a solidariedade e a inclusão, promovendo o voluntariado e a promoção do suporte social e desenvolvendo a coesão social; 4) o reconhecimento das necessidades expressas pelos habitantes; 5) a identificação de respostas para a conciliação entre vida pessoal, familiar e profissional; 6) as estruturas de acompanhamento dos grupos sociais mais desfavorecidos; 7) as estratégias de combate ao isolamento envolvendo a população sénior e outros grupos minoritários ativamente no processo de reorganização do seu funcionamento social; 8) uma efetiva governança e gestão relacional por parte dos poderes locais, centrando a vida quotidiana da comunidade nas pessoas. A investigação participada de base comunitária constitui um instrumento útil e eficaz no desenho de planos locais de promoção da saúde mental para encontrar respostas ao desafio em saúde pública: a saúde mental e a urbanização.
RESUMÉ: La santé publique doit être consciente des contextes et des changements sociaux, politiques, économiques, scientifiques et technologiques qui confrontent constamment nos communautés, particulièrement dans les moments de grandes transformation, comme celui que l'Union Européenne traverse. L'urbanisation est probablement le changement démographique le plus important dans les dernières décennies. Ayant d’importante répercussions sur la santé mentale, il est nécessaire de développé la recherche dans ce domaine, de façon pluridisciplinaire et intégrant une compréhension des différents déterminants sociale, psychologique et physique. Les politiques de santé mentale sont devenus une partie importante de la politique sociale et du bien-être, surtout si l'urbanisation de nos communautés est tenue en compte. Considérer la santé mentale dans les zones urbaines c’est essentiellement étudier comment un espace particulier peut influencer la santé. Tenant en compte ces considérations, nous avons développé un programme de recherche communautaire participative, en utilisant une méthodologie d’étude de cas. Nous avons analysé des dizaines de documents de référence locaux, des dossiers d’archives, l'observation directe, l’observation participante et l'observation in-situ de l'espace urbain. Un échantillonnage en boule de neige, stratifié, a été utilisé pour sélectionner 697 habitants d'un territoire d'une ville métropolitaine de Lisbonne. Ces habitants ont été interrogés par 42 enquêteurs formés, et nous avons envoyé des questionnaires on-line pour les enseignants (196) et les techniciens des services sociaux (12) agissant dans la région urbaine en étude urbaine pour la caractérisation sociodémographiques et l'évaluation d’indicateurs de santé, et d'indicateur liés à la santé ainsi que des indicateurs structurels de la santé mentale. Les résultats montrent que la ville promotrice de santé mentale se structure de façon à permettre à ses citoyens d'intégrer activement le fonctionnement de leur communauté, compte tenu 1) le processus de promotion de la santé mentale commence le plus tôt possible, 2) la participation communautaire active, qui développe un sentiment et les structures de sécurité de la communauté impliquant les structures gouvernementales et non gouvernementales, 3) la solidarité et l'inclusion, la promotion du bénévolat et la promotion du soutien social et le développement de la cohésion sociale, 4) la reconnaissance des besoins exprimés par les habitants; 5) l'identification des réponses à la réconciliation de la vie individuelle, familiale et professionnelle, 6) des structures de support pour les groupes sociaux défavorisés; 7) des stratégies visant à lutter contre l'isolement des personnes âgées et d’autres groupes minoritaires en les engageant activement dans le processus de réorganisation leur fonctionnement social, 8) une gouvernance relationnelle et une gestion efficace par les autorités locales, en se concentrant sur la vie quotidienne des gens de la collectivité. La recherche communautaire participative est un outil utile et efficace pour la conception d’un plan locale de promotion de la santé mentale, possibilitant les moyens de relever ce défi pour la santé publique: la santé mentale e l'urbanisation.
ABSTRACT: Public health should be aware of context and to social, political, economic, scientific and technological changes that are constantly facing communities, particularly in situations of great change as the time the European Union is going through. Urbanization is probably the most important demographic change in recent decades. Having an important impact on mental, it is important to develop research in this field, in a multidisciplinary way and integrating the understanding of the different social, psychological and physical determinants. Mental health policies have become an important part of social policy and societal wellbeing, especially considering the urbanization of our communities. To consider the mental health in urban areas it is essential to study how a particular space can influence health. Based on this consideration, we developed a community-based participatory research, using a case study methodology. We appealed to dozens of local reference documents, records on file, direct observation, participant observation and in-situ observation of an urban space. We used a stratified snowball sampling to select 697 inhabitants of a city from Lisbon metropolitan area. These inhabitants were interviewed by 42 interviewers previously trained, and we also sent online questionnaires for teachers (196) and the Social Service Technicians (12) acting in the urban area for a sociodemographic characterization and the assessment of health indicators, healthrelated indicators and structural indicators of mental health. The results show that the health promoter city structure itself to enable its citizens to actively integrate the functioning of their community, considering 1) the process of mental health promotion as early as possible, 2) active community participation, building a sense of personal security and community structures involving governmental and nongovernmental authorities, 3) solidarity and inclusion, promoting volunteerism, promoting social support and developing social cohesion, 4) recognition of the needs expressed by the inhabitants; 5) the identification of responses to the reconciliation of personal, family and professional life, 6) monitoring and enhancing structures to the most disadvantaged social groups; 7) strategies to combat the isolation, involving senior citizens and other minority groups actively in the process of the reorganization their social functioning, 8) an effective relational governance and management by local authorities, focusing on the everyday life of the community people. The communitybased participatory research is a useful and effective tool to design a mental health promotion local plan to find answers for this challenge in public health: mental health and urbanization.
RESUMEN: La salud pública debe tener en cuenta los contextos y los cambios sociales, políticos, económicos, científicos y tecnológicos que nuestras comunidades enfrentan constantemente, particularmente en situaciones de grande cambio como aquel que la Unión Europea está pasando. La urbanización es probablemente el cambio demográfico más importante en las últimas décadas. Teniendo importantes repercusiones en la salud mental, es importante el desarrollo de una investigación multidisciplinar integrando una amplia comprensión de los diferentes determinantes sociales, psicológicos y físicos. Las políticas de salud mental se han convertido en una parte importante de la política social y bienestar de la sociedad, especialmente teniendo en cuenta la urbanización de nuestras comunidades. Considerar la salud mental en las zonas urbanas es esencialmente el estudio de cómo un espacio determinado puede influir en la salud. En base a esta consideración, hemos desarrollado una investigación participativa basada en la comunidad, utilizando una metodología de estudio de caso. Hizo un llamamiento a decenas de documentos de referencia locales, de registros en los archivos, observación directa, observación participante y observación in situ del espacio urbano. Se utilizó una amostragem bola de nieve, estratificada, para seleccionar 697 habitantes de una ciudad del área metropolitana de Lisboa. Estas personas fueron entrevistadas por 42 encuestadores, previamente entrenados. Se envió también un cuestionario on-line para profesores (196) y técnicos de servicio social (12) que actúan en la ciudad en estudio para la caracterización sociodemográficas, y evaluación de indicadores de salud, indicadores relacionados con la salud y los indicadores estructurales de salud mental. Los resultados muestran que la ciudad promotora de salud mental se estructura para permitir a sus ciudadanos que se integren activamente en el funcionamiento de su comunidad, teniendo en cuenta 1) el proceso de promoción de la salud mental, tan pronto como sea posible, 2) la participación activa de la comunidad, con un sentido de seguridad personal de las estructuras y de la comunidad que involucran estructuras gubernamentales y no gubernamentales, 3) la solidaridad y la inclusión, la promoción del voluntariado y la promoción del apoyo social y el desarrollo de la cohesión social, 4) el reconocimiento de las necesidades expresadas por los habitantes; 5) la identificación de las respuestas a la conciliación de la vida personal, familiar y profesional, 6) desarrollo de las estructuras de los grupos sociales más desfavorecidos; 7) las estrategias para combatir el aislamiento en la tercera edad y otros grupos minoritarios con un envolvimiento activo en el proceso de reorganización su funcionamiento social, 8) una gobernanza relacional y gestión eficaz de las autoridades locales, centrándose en la vida cotidiana de las personas de la comunidad. La investigación participativa basada en la comunidad es una herramienta útil y eficaz para el diseño de un plan local de promoción de la salud mental que permite respuestas a este reto en salud pública: la salud mental y la urbanización.
URI: http://hdl.handle.net/10362/9264
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