Logo do repositório
 

FCSH: DGPR - Capítulo de livros nacionais

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 9 de 9
  • Metodologias de Sistemas de Informação Geográfica em diversos sistemas de produção florestal
    Publication . Gonçalves, Ana; Ferreira, Jorge Ricardo da Costa; Godinho, Paulo; Rodrigues, Abel; Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH); Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH); Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR)
    As florestas são uma fonte de recursos naturais, desempenhando um importante papel na preservação e sustentabilidade ambiental. A sua gestão tem uma forte componente económica, procurando-se a maximização da produção e mantendo a qualidade da matéria-prima. Para Portugal, o sector da floresta assume-se como estratégico. Esta comunicação elabora modelos geoestatísticos com recurso a Sistemas de Informação Geográfica de apoio e suporte à produção de pinha em Pinheiro-manso (Pinus pinea L.), procurando estimar as áreas com melhor propensão à produção a partir de dados amostrais. Estes foram previamente estudados tendo sido seleccionadas cinco variáveis: largura da copa, área basal, altura da árvore e precipitação anual acumulada nos cinco anos anteriores à recolha da pinha. A geoestatística aqui aplicada, inclui alguns modelos de correlação espacial: kriging e co-kriging, onde são atribuídos pesos às amostras a partir de uma análise espacial baseada no variograma experimental.
  • Estudo Sócio-ecológico sobre Tráfico de Seres Humanos para fins de Exploração Laboral na Região do Alentejo
    Publication . Ribeiro, Jonathan Yann Pires; Penedo, R; Ferreira, Jorge Ricardo da Costa; Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH); Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR)
    O tráfico de seres humanos é um fenómeno transnacional cujos impactos são sentidos a nível regional, nacional e local, estima-se que este crime afete 152 diferentes nacionalidades em 124 países (UNODC, 2014). Realizado pelo Observatório de Tráfico de Seres Humanos, o principal objetivo deste estudo é a produção de conhecimento útil para a definição de estratégias de prevenção e combate ao tráfico de seres humanos para fins de exploração laboral, com base na apresentação de um modelo analítico sustentado no paradigma sócio-ecológico. Focalizado na região do Alentejo (distritos de Beja, Évora e Portalegre), pretende-se que o modelo seja adaptável a outras regiões e em última instância, outros tipos de exploração e/ou tráfico. Baseando-se fundamentalmente na análise estatístico-espacial da área de estudo, a análise territorial efetuada engloba a problematização dos perfis, tendências e padrões territoriais do tráfico e criminalidade conexa (abordagem sistémica), integrados na análise do seu contexto sócio-ecológico.
  • A Inovação e os Smart Spenders
    Publication . Ferreira, Jorge; Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR); e-GEO -Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional
    Investir em Inovação e Desenvolvimento (I&D) pode não ser o remédio para uma economia pouco desenvolvida e carente de competitividade. São inúmeros os estudos, os relatórios e os rankings que apontam para uma relação entre os investimentos em I&D e as elevadas performances económicas. No entanto, não poderá ser provada a existência de uma significativa correlação estatística. Será o investimento em inovação fundamental para o aumento da competitividade e, consequentemente, para o desenvolvimento sócio-económico? De acordo com o estudo “The Global Innovation 1000” (Booz Allen Hamilton, 2006) que analisa as 1000 empresas globais com maiores investimentos em I&D, só menos de 10% desse universo são de facto empresas eficazes na aplicação desses montantes. Definidas como “Smart Spenders” estas empresas aplicam bem o (relativamente) baixo investimento em inovação. Para os “gastadores inteligentes”, o dinheiro dispendido em inovação significa de facto, inovação eficaz. Este trabalho tem como objectivos: (1) Observar a evolução do conceito de inovação e alguns dos seus rankings; (2) Observar alguns indicadores de inovação; (3) Reconhecer que o investimento em inovação deve ser conjugado com alguns factores de gestão; (4) Analisar o conceito de “Smart Spenders”.
  • Governança, Movimentos Sociais de Base Territorial e Participação Cívica em Portugal
    Publication . Nogueira, Fernando; Seixas, João; Mota, José Carlos; Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR); Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH)
    Com o propósito de discutir os papéis da cidadania em contextos de governação participativa ponderam-se conjuntamente as heranças pesadas, relativas às práticas clássicas de ação política e às próprias estruturas e culturas de administração pública, e a emergência de perspetivas e agendas de cidadania que percecionam aquelas heranças da cultura de representatividade política desfasadas das suas necessidades. Constata-se que a polarização que daqui resultou não se tem traduzido em simples imobilismo, mas que as respostas que o sistema tem encontrado para promover o encontro entre umas e outras são dispersas e voluntaristas. São, também, pouco claros os mecanismos que devem nortear a incorporação dos contributos daqueles que, na esfera dos movimentos e grupos da sociedade civil, se percecionam como legítimos agentes de transformação da sociedade, mantendo-se, por isso, relativamente a uns e a outros, significativas incertezas nos processos, nos seus resultados e na sua democraticidade. Esta reflexão conduz-nos, necessariamente, à escala da governação urbana, nos territórios do “Estado mais próximo”, onde a expectativa relativamente às possibilidades de maior socialização dos impactos localizados (e das oportunidades e constrangimentos), se pode traduzir, também, numa maior influência de comunidades e cidadãos na racionalização coletiva da ação pública. Depois de discutir a medida em que os desafios atuais da governação urbana são, simultaneamente, um substrato favorável ao estiramento das esferas públicas, um campo de experimentação de soluções de gestão mais proativas e valorizadoras das instituições e comunidades locais e, face à sua escala e acuidade, um estímulo a uma maior partilha de responsabilidades e de ação com a sociedade civil organizada, discutem-se: os figurinos da ação dos movimentos cívicos de base territorial e do seu diálogo com os poderes instituídos; as possibilidades de aprofundar os mecanismos de envolvimento cidadão nos mecanismos participativos de tomada de decisão; e as vias para a valorização e institucionalização dos movimentos de base cívica. A reflexão desemboca numa discussão sobre as oportunidades e limitações dos espaços consolidados e inovadores de participação, no caso português, explorando caminhos possíveis de intermediação entre estes e a ação e aspirações dos movimentos de base cidadã.
  • Decisão, Planejamento e Implantação de Serviços Compartilhados
    Publication . Castro, Hélder Uzêda; Spinola, Noélio Dantaslé; Teixeira, José Afonso; Barros, Manoel Joaquim Fernandes de; Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH); Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR)
    Este estudo demonstra como foi estruturado o compartilhamento de serviços, baseando-se no planejamento da implantação do Centro de Operações Financeiras da Petrobras (COFIP), na Bahia, em 2008. Adotou-se o ponto de vista de três áreas teóricas que se complementam: a Governança Corporativa, observando-se a estrutura organizacional e os instrumentos de controle; a Governança Tributária, através dos estudos da administração tributária; e os Centros de Serviços Compartilhados, a partir da concentração de tecnologia e processos transacionais. Optou-se pelo estudo de caso, com coleta que privilegiou pesquisa documental de fontes corporativas e entrevistas semiestruturada com atores-chave. Os resultados demonstram que a decisão para a adoção do modelo de compartilhamento de serviços foi promovida por questões de natureza organizacional, financeira e tributária, visando a otimização de atividades transacionais e, portanto, a redução dos custos e dos riscos, considerando a necessidade do atendimento de demandas corporativas, voltadas para o correto cumprimento das obrigações tributárias. Portanto, conclui-se que a experiência do Centro de Operações Financeiras da Petrobras na Bahia, apesar de um relativo curto período, foi positiva para o desenvolvimento regional e deixou um legado, bem como a certeza de que a primeira capital do país, considerada pouco desenvolvida no aspecto de serviços, estava melhor preparada para receber operações de grandes agentes econômicos. This study demonstrates how the sharing of services was structured, based on the planning for the implementation of the Petrobras Financial Operations Center (COFIP), in Bahia, in 2008. The point of view of three complementary theoretical areas was adopted: Corporate Governance, observing the organizational structure and the control instruments; Tax Governance, through studies of tax administration; and the Shared Services Centers, based on the concentration of technology and transactional processes. We opted for the case study, with a collection that favored documentary research from corporate sources and semi-structured interviews with key actors. The results show that the decision to adopt the service sharing model was promoted by questions of an organizational, financial and tax nature, aiming at the optimization of transactional activities and, therefore, the reduction of costs and risks, considering the need meeting corporate demands, aimed at the correct fulfillment of tax obligations. Therefore, it is concluded that the experience of the Center for Financial Operations of Petrobras in Bahia, despite a relatively short period, was positive for regional development and left a legacy, as well as the certainty that the country's first capital, considered poorly developed in terms of services, it was better prepared to receive operations from major economic agents.
  • Nutrição e Desenvolvimento
    Publication . Ferreira, Jorge Ricardo; Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR); Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH)
    As implicações de um desadequado nível nutricional para a economia são inquestionáveis. São inúmeros os estudos que o comprovam. A alimentação é um dos pilares do desenvolvimento humano. Estas implicações podem manifestar-se por um acréscimo na utilização de cuidados de saúde, fracos níveis na performance laboral ou, ao nível escolar, refletindo-se num baixo rendimento escolar. Apesar das discussões em torno deste tema, é difícil encontrar uma correlação entre os baixos níveis nutricionais e a performance da economia. Será talvez mais fácil desagregar alimentação e economia, estudando-os independentemente. Ou analisar alguns indivíduos, observando o seu percurso numa escala temporal alargada, o que não se coaduna com os “timings” da investigação científica tradicional. A nutrição deverá assim ser considerada um fator de desenvolvimento (Berg, 1974), sendo certo que fracos níveis nutricionais são o maior obstáculo em direção ao desenvolvimento económico (Hakim e Solimano, 1976). Crianças ou adolescentes bem nutridos têm maior capacidade de concentração em sala de aula. Conseguem obter um maior rendimento escolar. Consequentemente, uma melhor performance escolar leva a quadros académicos mais bem preparados e a profissionais mais qualificados. A partir daqui é fácil correlacionar factos: quanto mais elevados são os indicadores de desenvolvimento educacional, mais preparada está a economia para um quadro de competitividade. Quanto mais competitiva for uma economia, mais desenvolvida ela será. Numa economia socialmente responsável (...) é preciso insistir no relevante papel da nutrição no desenvolvimento de recursos humanos (...) considerado uma variável chave da modernização e da competitividade (Arruda e Arruda, 1994). Este trabalho irá focar-se num caso de estudo no campo da nutrição ao nível da população escolar dos 7º e 9º ano, analisando a relação entre os hábitos alimentares dos alunos (a qualidade dos alimentos assimilados) durante o tempo em que permanecem na escola, a oferta de estabelecimentos que disponibilizam bens alimentares na zona geográfica escolar, o seu índice de massa corporal (IMC), aferindo no final a relação dos anteriores com o rendimento escolar. Este projeto integrará análise espacial com SIG, fundamental no comprometimento do espaço como um elemento crucial para o estudo da saúde e do desenvolvimento. Este projeto procura: -Georreferenciar os estabelecimentos para aquisição de bens alimentares na área de influência em torno dos equipamentos escolares; - Analisar a relação entre os hábitos alimentares dos alunos e o seu IMC; - Aferir a relação entre os dois pontos anteriores com o rendimento da população escolar dos 7º e 9º ano de escolaridade.
  • Reorganização Territorial das Freguesias
    Publication . Esteves, Margarida Angélica Pires Pereira; Teixeira, José Afonso; Henriques, Cristina; Domingues, Alexandre; Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR); Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH)
    Em Portugal, a reorganização territorial das freguesias, imposta pelo Governo em 2012, levou à sua redução, de 4259 para 3091, e mereceu a rejeição das autarquias locais. O processo foi realizado numa abordagem top down (pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território), seguindo a aplicação de critérios estatísticos, ignorando especificidades e identidades locais. O mapa resultante foi alvo de crítica, embora com base em argumentos distintos nas áreas urbanizadas e nos territórios de baixa densidade. O tempo decorrido permite já uma primeira avaliação do funcionamento das novas freguesias. Assim, o artigo tem como objetivos: (i) discutir o papel da freguesia e sua relação com o município no contexto da reorganização administrativa; (ii) analisar, na perspetiva dos eleitos, as mudanças no exercício das suas competências, no relacionamento com a população e na prestação de serviços. O Algarve, onde coexistem situações diferenciadas de ocupação do território, constitui o estudo de caso. A metodologia está suportada: na análise comparada (configuração territorial, estatísticas de base territorial) das freguesias antes e depois da agregação; na apreciação do processo de agregação e na avaliação dos serviços prestados à população no novo formato. Para tal foram realizadas entrevistas estruturadas, presenciais, aos presidentes de todas as juntas de freguesia resultantes da agregação, incidindo sobre: processo de reorganização (critérios utilizados, envolvimento dos eleitos, benefícios e críticas ao mapa, designação adotada), reforço de competências (por atribuição direta ou por delegação), funções com mais impacto junto das populações, recursos disponíveis (nomeadamente humanos e financeiros), relacionamento com outras freguesias, município e população. Das entrevistas sobressai como mais relevante: (i) a generalizada rejeição inicial está a ser superada, persistindo resistências em áreas rurais (mas a reversibilidade já não é genericamente admitida, pelos custos implícitos); (ii) apesar do disposto na legislação aplicável, a delegação de competências não sofreu alterações expressivas face ao quadro anterior; (iii) o ganho de escala está a gerar efeitos contraditórios: potencia mais serviços (ou maior eficiência na prestação dos existentes), mas provoca maior afastamento às populações, em parte minimizado pela manutenção generalizada das instalações das freguesias agregadas (como delegação) e pela presença regular dos eleitos; (iv) a preocupação com a inovação de serviços de proximidade dedicados a populações (isoladas, envelhecidas, …) e territórios (serra, áreas turísticas, áreas urbanas) com necessidades específicas.
  • A geografia da nutrição
    Publication . Ferreira, Jorge Ricardo; Cabral, João; Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR); Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH); Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH)
    Segundo a Organização Mundial de Saúde, o excesso de peso e a obesidade infantil constituem-se como alguns dos principais problemas de saúde pública do século XXI, sendo mais comuns em áreas urbanas. Seguindo essa preocupação e evidência científica, este trabalho irá focar-se no campo da geografia da nutrição, analisando a população escolar dos 7º e 9º ano de escolaridade, em particular, na relação entre a qualidade dos alimentos assimilados durante o tempo em que permanecem no equipamento escolar, a oferta de estabelecimentos que disponibilizam bens alimentares na zona geográfica escolar de influência, o seu índice de massa corporal (IMC), aferindo no final, a relação dos anteriores com o rendimento escolar. Integrará uma componente de análise espacial com Sistemas de Informação Geográfica (SIG), tornando possível relacionar dois campos de estudo que normalmente não se cruzam: a Geografia e a Nutrição. Como principais resultados e de forma resumida poder-se-á concluir que o tipo de alimentos consumido fora da escola é pouco saudável: doces, produtos de pastelaria e bebidas açucaradas constituem a grande maioria. Os produtos frutícolas, hortícolas ou bebidas naturais apresentam-se com valores diminutos. As percentagens para cada classe de IMC são semelhantes, quer o aluno se desloque ou não para fora do seu equipamento escolar. Os valores obtidos com diferentes correlações são praticamente desprezíveis, ou seja, o facto de consumirem produtos em estabelecimentos fora da escola não parece ter influência na qualidade nutricional, nem no desempenho escolar. As correlações entre a qualidade nutricional e o rendimento escolar são negativas e muito fracas, isto é, à medida que a média total das notas aumenta, o valor da classe de IMC diminui, existindo uma maior concentração da classe de eutrofia localizada nas médias de notas mais altas, bem como uma dispersão constante de todas as classes de IMC nessas mesmas médias. O rendimento escolar não parece ser afetado pela disponibilidade ou utilização de estabelecimentos de restauração fora das escolas, ou, até mesmo, pela qualidade nutricional.
  • Alterações Climáticas e Educação Ambiental – Ferramenta Pedagógica para a prática
    Publication . Moço, Susana; Ventura, José Eduardo Silvério; Ferreira, Manuel; Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR); Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH)
    Perante as manifestações de mudança do sistema climático, é fundamental que todas as entidades, incluindo a escola, promovam a compreensão das problemáticas com que o mundo atual se defronta e tomem consciência da responsabilidade individual e da importância da ação coletiva no exercício de uma cidadania responsável. A educação para o Desenvolvimento Sustentável é imperativa, quer nos currículos dos anos de escolaridade iniciais, quer numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida em situações de ensino/aprendizagem formal e informal. Os jogos pedagógicos são uma opção estimulante e podem ser colocados em prática no quotidiano escolar tendo por base o rigor científico do tema. Abordar-se-á neste trabalho, a forma como através da criação e aplicação de um jogo pedagógico se poderá conduzir o aluno/jovem/cidadão a pensar, a levantar hipóteses e a consolidar o seu conhecimento consciencializando-se de que todos somos parte do problema e, em simultâneo, a solução do mesmo.