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Título: Schistosomose em modelo murino: estudo sobre granuloma hepático causado por ovos de Schistosoma mansoni
Autor: LACERDA, Teresa Margarida
Orientador: GRÁCIO, Maria Amélia
GONÇALVES, Luzia
Palavras-chave: Parasitologia médica
Ciências biomédicas
Schistosoma mansoni
Doenças hepáticas
Glanuloma
Data de Defesa: 2011
Resumo: A schistosomose é uma doença parasitária que afecta cerca de 200 milhões de pessoas, com alta prevalência nos trópicos e que origina um grave problema de saúde pública. Ao longo da infecção, o sistema imunitário tenta de várias formas combater a presença do parasita. Inicialmente ocorre uma resposta imune mediada por células do tipo Th1, com o progresso da infecção, a resposta é substituída por uma resposta do tipo Th2 induzida durante a formação de granulomas. Este surge como resposta à presença de produtos tóxicos libertados pelos ovos do parasita retido nos tecidos. O fígado é o principal alvo do depósito de ovos, sofrendo alterações fisiopatológicas, e histológicas. O Mus musculus tem sido muito utilizados na infecção experimental por Schistosoma mansoni, para melhor se conhecer o papel da resposta imunitária na formação de granulomas hepáticos. No decorrer da infecção o granuloma sofre alterações desencadeadas pelas citocinas que o sistema imunitário produz. Estas alterações dividem-se em cinco fases: reacção inicial, exsudativa, exsudativa-produtiva, produtiva e involutiva granuloma. O presente trabalho, estudou as alterações sofridas pelo granuloma hepático (quantidade, dimensão e fase do granuloma), em três diferentes períodos de infecção (55, 90 e 125 dias) no modelo animal Mus musculus infectado com Schistosoma. mansoni, estirpe SmBh distribuídos por três grupos experimentais com diferente número de cercárias (50, 80, e 100). Verificou-se que ao longo da infecção a quantidade de granulomas aumenta, as dimensões têm uma tendência inicial para aumentar mas a partir dos 90 dias após a exposição sofrem uma diminuição. No grupo experimental com maior intensidade de infecção inicial a diminuição deu-se mais cedo. Em relação às fases de desenvolvimento do granuloma este sofre alterações ao longo de toda a infecção. Assim, aos 55 dias predomina a fase exsudativa, aos 90 todos os grupos apresentam maior percentagem de granulomas na fase produtiva e por fim aos 125 dias prevalece a fase involutiva. Todos estes resultados sugerem que a caracterização do granuloma nas diferentes fases de infecção pode depender do número de cercárias da exposição.
Schistosomiasis is a parasitic disease that affects about 200 million people worldwide, with high prevalence in the tropics and causes a serious public health problem. Throughout infection, the immune system tries various ways to combat parasites. Initially there is an immune response mediated by Th1 cells, with the progress of the infection, the response is replaced by a Th2 type response induced during the formation of granulomas. This is a response to the presence of toxic products released by the parasite eggs retained in tissues. The liver is the main target for the deposition of eggs and suffers pathophysiological and histological changes. Mus musculus has been widely used for experimental infection by Schistosoma mansoni, to better understand the role of the immune response in the formation of hepatic granulomas. Throughout the infection, the granuloma undergoes changes triggered by the type of cytokines that the immune system produces. These changes are divided into five stages: initial reaction, exudative, exudative-productive, productive and involutional granuloma. The present study investigated the changes undergone by hepatic granuloma (quantity, size and stage of granuloma) in three different stages of infection (55, 90 and 125 days) in a Mus musculus animal model infected with S. mansoni strain SmBh divided into three groups with different number of cercariae (50, 80 and 100 cercariae). It was found that in the course of the infection the amount of granulomas increases. Their dimensions have an initial tendency to increase but after 90 days of infection they start to decrease. In the experimental group with a higher intensity of initial infection the decline took place earlier. In relation to the phases that the granuloma undergoes throughout the infection, at 55 days dominates the exudative phase, at 90 days all groups have a higher percentage of granulomas in the production phase and finally to 125 days of infection prevails involution phase. All these results suggest that the characterization of the granuloma in different stages of infection may be dependent on the intensity of initial infection.
URI: http://hdl.handle.net/10362/5482
Designação: Dissertação para a obtenção do grau de Mestre em Ciências Biomédicas
Aparece nas colecções:IHMT: PM - Dissertações de Mestrado

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