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Título: Epidemiologia da infeção por rotavírus em Huambo, Angola: prevalência da infeção e dos genótipos circulantes
Autor: Pereira, Joana Rita Santos
Orientador: Istrate, Claudia
Simões, Aida
Palavras-chave: Rotavírus
Angola
Gastroenterite aguda
Prevalência
Genótipos
Data de Defesa: 2014
Editora: Faculdade de Ciencias e Tecnologia
Resumo: Os rotavírus são considerados a principal causa de gastroenterite aguda (GEA) em crianças menores de cinco anos de idade, afetando especialmente os países em desenvolvimento onde ocorre mais de 90% das mortes atribuídas a este vírus. O presente estudo foi realizado no Huambo, na região central de Angola, um país da África subsaariana com elevada mortalidade por diarreia pediátrica mas sem dados anteriores sobre epidemiologia dos rotavírus. O objetivo deste estudo consistiu em estudar a ocorrência da infeção e genotipar os rotavírus circulantes em crianças (<5 anos) com GEA naquela região de Angola. Durante o mês de Junho de 2012 (época seca), foram colhidas 246 amostras fecais de crianças com GEA atendidas no serviço da urgência de 3 hospitais municipais (Alto-Hama, Bailundo e Caála) e 3 centros de saúde (Calenga, Casseque III e Mineira) do distrito de Huambo. A realização do teste rápido imunocromatográfico permitiu detetar rotavírus em 37,4% (92/246) das amostras. A presença de rotavírus foi ainda confirmada por métodos de biologia molecular, tendo-se procedido à determinação dos respetivos genótipos pelo ensaio de RT-PCR multiplex e/ou sequenciação/análise filogenética. Observou-se predominância de rotavírus dos genótipos G1P[8] (45,6%) e G1P[6] (34,8%), este último considerado pouco comum. Os genótipos G2P[4], G8P[6], G12P[6] e G9P[6] também foram identificados, embora com frequências mais baixas (1%-5,4%) mostrando uma alta diversidade de estirpes de rotavírus a circular na região. Com base nos genótipos identificados, as vacinas atualmente usadas deverão, teoricamente, proteger contra >85% dos rotavírus circulantes. Porém, a análise filogenética demonstrou que as linhagens dos genótipos G1, G2 e P[8] são diferentes das estirpes vacinais. Assim, consideramos importante não só a introdução da vacina contra rotavírus na região como também a vigilância das estirpes virais, durante e após o processo, para avaliar a eficácia das vacinas atualmente disponíveis na proteção contra estes vírus.
Descrição: Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Microbiologia Médica
URI: http://hdl.handle.net/10362/13049
Aparece nas colecções:FCT: DCV - Dissertações de Mestrado

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