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Orientador(es)
Resumo(s)
O corpo sem órgãos da arquitectura expõe o problema do
corpo sem órgãos, como prática experimental deleuziana sobre o
corpo, em arquitectura.
Com implicações mais vastas, considera, num primeiro nível, o
problema do corpo sem órgãos na filosofia de Gilles Deleuze, onde
corresponde à construção do próprio corpo sem órgãos de Deleuze, da
qual são apresentadas cinco nuvens de conceitos.
As nuvens de conceitos formam-se a partir dos conceitos
criados por Deleuze, que povoam o seu plano de imanência e
respondem ao problema do corpo. A sua constante mutação e
transformação, como a sua não representatividade, advêm das próprias
metamorfoses que os conceitos originaram nas sucessivas obras de
Deleuze, privilegiando-se a linha a-histórica dos mesmos, em que uma
nova aglomeração nublosa se apresenta a cada ruptura, salto ou
mudança brusca de direcção de um determinado conceito e,
consequentemente, da sua vizinhança. Não obstante, as nuvens de
conceitos formam, igualmente, a história do corpo sem órgãos de
Deleuze.
Num segundo nível, efectua-se a passagem para a arquitectura,
assumindo-se que o corpo sem órgãos é aquele de Deleuze e implica
uma prática experimental criadora de uma obra intensiva, que tem
início, precisamente, no corpo intensivo. Em arquitectura, o problema
do corpo sem órgãos permite pensar sobre o processo criativo do
arquitecto, a partir da construção de um intervalo de espaço-corpo
intensivo e da matéria que ocupa este intervalo (o composto de
sensações), que compõe uma atmosfera (ou hecceidade), em
detrimento de uma análise dos instrumentos e das técnicas, que cada
arquitecto utiliza para criar.
Num último nível, que corresponde ao início da investigação
que precede a presente obra (a observação in loco da criação de uma
obra singular, em vários ateliers de arquitectura), coloca-se o
problema do corpo sem órgãos relativamente ao método de um arquitecto específico (entendendo-se por método, todos os meios e
artifícios, desde os visíveis, aos obscuros, até aos invisíveis e
moleculares). Assim, a obra apresenta, por último, o corpo sem órgãos
de Peter Zumthor, identificando os vários momentos desta construção
e as respectivas implicações, desde o mergulho no Caos, a fabricação
do inconsciente resultante na imagem-memória, a criação de uma obra
intensiva e a composição de uma atmosfera, à proliferação infinita de
matérias expressivas, que constituem o estilo singular deste arquitecto.
O exemplo do corpo sem órgãos de Peter Zumthor permite
compreender, acima de tudo, o que é que a construção de um corpo
sem órgãos implica e o que desta advém: uma arquitectura intensiva.
Ao longo da obra, são, igualmente, referidos outros exemplos de
arquitectos e diferentes obras, como são, também, criados vários
conceitos que pretendem responder a outros problemas, que a
construção de um corpo sem órgãos, em arquitectura, faz nascer.
Nomeadamente, o tipo de sensações que, apenas, a obra de
arquitectura e o habitar intensivo criam: a sensação de tempo eterno (o
tempo sensível ou Aiôn), de movimento intensivo ou permanência, de
leveza, de intimidade...
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos
requisitos necessários à obtenção do grau de
Doutor em Filosofia (área de especialização:
Estética)
Palavras-chave
Gilles Deleuze Corpo (e corpo intensivo) Espaço (e espaço intensivo) Corpo sem Órgãos Corpo esquizofrénico Obra de arquitectura Plano de Composição Matéria expressiva Sensação Diller + Scofidio Lacaton & Vassal Peter Zumthor Atmosfera Arquitectura intensiva
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
