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http://hdl.handle.net/10362/8115
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| Title: | Nós dizemos que eles são como nós precisamos que eles sejam para nos podermos ver como nos vemos. Vicissitudes identitárias nas relações inter-étnicas |
| Authors: | Bastos, José Gabriel Pereira |
| Issue Date: | 2006 |
| Publisher: | Colibri |
| Abstract: | Como Calhoun (1996) e Mennell (1996) referem, apesar da atenção
acrescida dada às construções, estratégias e políticas da identidade, permanece
uma evidente dificuldade de articulação entre diferentes corpora e, nomeadamente, daqueles que derivam da utilização de um nível micro de observação
e análise e de um nível de macro-focalização.
(í^om base num estudo de caso, tentaremos evidenciar que (a) os processos
identitários articulam as duas dimensões de análise e que (b) o nível micro-
familiar constitui o referente e o mediador simbôlico-identitário adequado
da articulação entre as micro e as macro-perspectivas,^ (c) a partir do qual
emerge toda uma gama de idiomas simbólicos (familialistas, instrumentais e
morais). O papel desempenhado pela experiência arcaica familiar tem a ver
com o facto de que é nesse nível que se cruzam os gêneros e as gerações, se
negoceia e gere a dimensão identitária da sexualidade, a moral e a construção
diferenciada de identidades categoriais, e são organizadas as primeiras
fronteiras entre «nós» e «eles»^, ao mesmo tempo que se vai diferenciando a
identidade pessoal, sob a forma da construção do «indivíduo» que será progressivamente
confrontado com a transposição projectiva do(s) poder(es)
intra-familiar(es) para o nível macro do poder transcendental e dos poderes
de Estado. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/8115 |
| ISSN: | 0871-2778 |
| Appears in Collections: | Revista da FCSH - 2006
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