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Título: A rainha D. Beatriz e a sua casa (1293-1359)
Autor: Menino, Vanda Lisa Lourenço
Palavras-chave: Rainha D. Beatriz
Afonso IV
Casa da Rainha
Século XIV
Issue Date: Oct-2012
Editora: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Resumo: A infanta D. Beatriz, filha do rei de Castela D. Sancho IV e da rainha D. Maria de Molina, tornou-se rainha de Portugal ao contrair matrimónio, no ano de 1309, com D. Afonso IV. Foi para servir os interesses político-diplomáticos dos dois reinos que este consórcio foi estabelecido nos acordos do Tratado de Alcanises (1297), contrariando a doutrina eclesiástica que condenava como incestuosos os matrimónios entre consanguíneos e afins. No caso em apreço, os futuros monarcas portugueses estavam incluídos neste interdito eclesiástico, embora tenham recebido a necessária dispensa papal. Dos três papéis desempenhados por D. Beatriz, mãe, mulher e rainha, pretendemos demonstrar que a consorte tinha um protagonismo diferente daquele que é conferido ao monarca, mas não o podemos considerar de menor relevância. Da investigação efectuada às fontes coevas ressalta, numa primeira observação, que a rainha senhoreava em algumas terras. Destas recebia proventos com os quais mantinha os seus vassalos e servidores que com ela compartilhavam a vivência diária no âmbito da sua “Casa”. Dos muitos conflitos que marcaram o reinado do Bravo consideramos que aquele que mereceu uma maior atenção por parte da rainha foi o que opôs o monarca ao infante D. Pedro, seu filho e futuro rei português. Nesta oposição aberta entre pai e filho, a rainha, não esquecendo o seu papel de mulher, não se opôs, abertamente, a seu marido. Porém, a documentação deixa-nos entrever a sua preocupação enquanto mãe, revelando um jogo de bastidores que a rainha manteve com o objectivo de alcançar a paz não só para o reino, mas também para a sua parentela. A morte era uma realidade tão constante e presente no quotidiano da sociedade medieva que era aceite como inerente à própria natureza humana. No entanto, esta familiaridade não diminuiu o medo sentido face à morte. Porque ela é certa, mas incerta a sua hora, era necessário preparar o “saimento” deste Mundo. Foi neste contexto que a rainha de D. Beatriz mandou redigir três testamentos e um codicilo nos quais após a entrega da alma a Deus e depois de cuidar do seu corpo, deixou expresso como deveriam ser distribuídos os seus bens móveis. É compreensível que a rainha quisesse contemplar, de forma privilegiada, os da sua linhagem, procurando, assim, evitar a fragmentação irremediável dos seus bens. Com as informações obtidas no seu testamento conseguimos imaginar a soberana durante a sua vivência diária a circular pelos diferentes espaços de uma forma que se traduzia na ostentação da sua riqueza, como o impunha a sua condição social. Os objectos que adornaram o seu corpo e a fizeram resplandecer com o seu brilho e fascínio eram, por um lado, parte da memória da linhagem e, por outro, parte da sua própria existência.
Descrição: Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em História, na área de especialidade de História Medieval
URI: http://hdl.handle.net/10362/8087
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