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http://hdl.handle.net/10362/8011
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| Title: | Guerra (in)justa, ciência (im)pura |
| Authors: | Cascais, António Fernando |
| Issue Date: | 2003 |
| Publisher: | Colibri |
| Abstract: | Se há conjunção fatal, é entre guerra e ciência, em nome dos imperativos
da defesa nacional. É hoje um dado adquirido que a Segunda Guerra
Mundial foi tão extraordinariamente produtiva no campo científico, quanto
inumana, da biomedicina criminosa nazi à física atômica norte-americana.
Muitas das aplicações técnicas com que actualmente convivemos de forma
pacífica, na maior candura e na maior inocência, tiveram origem em investigação
fundamental e aplicada desenvolvida no decurso da Segunda Guerra
Mundial por ambas as partes em conflito. De resto, apudenda origo da Big
Science que hoje nos é tão familiar, há que encontrá-la nos grandes projectos
de investigação científica empreendida e apoiada pelos Estados beligerantes
no decurso do conflito mundial e que a Guerra Fria mais não faz do que
prolongar. Somos herdeiros de uma ciência prosseguida em nome da razão
de Estado e dos superiores interesses da defesa nacional, inteiramente subordinada
a fins bélicos, invocados quer pelos Aliados, quer pelo Eixo. Conhecem-
se abundantes exemplos disso, do radar aos antibióticos e à energia
nuclear, desenvolvidos do lado Aliado. Menos conhecidos, mas decerto que
incomparavelmente mais inquietantes, são alguns frutos da experimentação
médica levada a cabo no mundo concentracionário nazi, cujos resultados
foram aproveitados pela ciência posterior. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/8011 |
| ISSN: | 0871-2778 |
| Appears in Collections: | Revista da FCSH - 2003
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