|
RUN >
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) >
Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas >
Revista da FCSH - 2001 >
Please use this identifier to cite or link to this item:
http://hdl.handle.net/10362/7940
|
| Title: | Medir o tempo , medir as estações. A farsa vicentina e o carnaval |
| Authors: | Palla, Maria José |
| Issue Date: | 2001 |
| Publisher: | Colibri |
| Abstract: | No âmbito do colóquio sobre as Ciências Humanas no ano XXI organizado
pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, escolhemos analisar as
relações entre a farsa vicentina e o Carnaval por a questão nos suscitar novas
considerações.
Para iniciar este estudo, teremos de começar pela eterna pergunta: quem
é o primeiro dramaturgo português? Como se sabe, não se conhece texto
dramático em Portugal datando do século XV. No entanto, resta-nos saber se
foi Henrique da Mota ou Gil Vicente o primeiro a escrever texto dramático
em Portugal, questão longe de estar resolvida. A evolução de um gênero literário
é um processo lento e a verdade é que vamos assistindo a uma progressão
que culmina na perfeição dos autos de Gil Vicente.
Na verdade, a questão do lugar que Henrique da Mota ocupa na história
do teatro português é controversa. Luciana Stegagno Picchio colocou-o no
capítulo «Contemporâneos e epígonos de Gil Vicente» (1964), enquanto
José Oliveira Barata o situa antes de Gil Vicente (1991: 72). De qualquer
modo, consideramos Henrique da Mota anterior a Gil Vicente, por dois
motivos: pela cronologia da obra de um e de outro e pela estrutura menos
elaborada do primeiro. Ambos escreveram farsas, o gênero dramático europeu
mais vivo do fim da Idade Média e início do Renascimento, conhecidas
desde a Antigüidade grega (Aristófanes) e latina (Plauto). |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/7940 |
| ISSN: | 0871-2778 |
| Appears in Collections: | Revista da FCSH - 2001
|
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.
|