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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10362/7271

Título: Problemáticas museológicas do vídeo na Arte Contemporânea
Autor: Marto, Ana Catarina Gonçalves Valente
Issue Date: Sep-2011
Editora: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Resumo: O vídeo na arte contemporânea é essencialmente um campo de cruzamento de áreas e um formato que tem conhecido uma constante evolução dos seus suportes. Tal repercute-se na indeterminação e diversidade terminológica deste medium. O primeiro enfoque da dissertação é uma observação da postura do receptor ao longo da História da Arte do século vinte, cuja determinação evolui do conceito de ‘visitante’ para o de ‘sujeito emancipado e inter-actuante’. O medium vídeo é de seguida inscrito numa história mais vasta da imagem em movimento, de onde lhe advém uma predeterminada ‘carga negativa’, enquanto mediador e pelo seu carácter imaterial. A arte enquanto campo perceptivo conheceu uma gradual ‘desumanização’ e um distanciamento entre o artista e o público, pela introdução da técnica. Confrontado com a concorrencial paisagem tecnológica actual e seus rápidos desenvolvimentos, o vídeo, enquanto suporte, banalizou-se. Abordam-se as alterações correlativas no campo perceptivo e as reflexões em torno das novas tecnologias, na área da estética. Os conceitos chave na área da conservação da arte contemporânea são a impermanência e os ‘media variávéis’. Neste quadro, quais as problemáticas que este medium põe aos museus e centros de arte contemporânea? Como deve a museologia lidar com as novas linguagens da arte contemporânea, todos os novos dados tecnológicos e correlativas consequências no campo perceptivo? Qual o papel do museu neste contexto? Que tipo de actividades podem ser desenvolvidas em torno deste médium, para suprir as suas características ‘negativas’? O estudo de caso, Téléthèque, Encontros Videográficos, enquanto projecto curatorial, propõe algumas respostas a estas questões e fornece exemplos concretos na abordagem de obras videográficas a um dispositivo de apresentação de obras, limitado e fixo. Este último factor evidenciou as características formais heterogéneas do vídeo na arte contemporânea. O projecto Téléthèque consistiu na organização de conversas com artistas, em torno de obras videográficas, com eventual apoio documental. O carácter presencial do projecto é relevante face à ucronia induzida pelas novas tecnologias. A reflexão sobre o projecto alarga-se e reflecte sobre o papel a desempenhar pelos museus enquanto ponto de encontro comunitário, para a consolidação de uma rede artística e de uma comunidade de maneira geral.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Museologia
URI: http://hdl.handle.net/10362/7271
Appears in Collections:FCSH: DHA - Dissertações de Mestrado

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