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http://hdl.handle.net/10362/7267
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| Title: | Cultos orientais no Ocidente Peninsular – perspectiva artística |
| Authors: | Brázia, Paulo Jorge Martins da |
| Keywords: | Península Ibérica Deuses Orientais Império Romano Iconografia Idade do Bronze (Final) |
| Issue Date: | Dec-2011 |
| Publisher: | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa |
| Abstract: | O presente estudo atendeu à produção plástica em objectos de culto e do
quotidiano, que fossem igualmente reveladores da mentalidade e das práticas religiosas
do Homem ibérico. Os objectos em análise, pecam frequentemente pela falta de
informação sobre o local e o próprio contexto do seu achado, além disso são poucas as
peças que não apresentem um estado de degradação significativo. São sobrevivências
das atitudes religiosas, isto é, através da ligação entre os homens e os seres superiores
em que acreditavam.
Já existem amplos estudos sobre a religiosidade romana e indígena (autóctone),
pelo que sentimos a necessidade de colmatar o estudo da religiosidade no Ocidente
Peninsular, com uma análise sobre a presença ou inexistência de práticas de culto
associadas às divindades orientais. Quais as divindades cultuadas? Qual foi a sua
difusão? e que alcance tiveram ao nível dos estratos sociais?
A nossa atenção incide especialmente sobre os cultos sincréticos fortemente
relacionados com o ciclo da vida, razão pela qual fizemos recuar o nosso estudo
temporal, para acrescentar a presença de Astarté/Tanit na Península Ibérica. Um período
orientalizante que a generalidade dos investigadores faz coincidir com o reino dos
Tartessos, embora a regressão se tenha generalizado a uma cultura presente no Ocidente
com claros modelos artísticos do Mediterrâneo Oriental. O nosso estudo recaiu sobre a
ocupação romana, mas igualmente na Idade do Bronze (Final) como correspondente à
sociedade dos Tartessos, cujas elites assumiram uma cultura oriental, introduzida
através das suas relações com os Fenícios. As influências orientais, artísticas e cultuais
foram assimiladas pelos grupos dominantes. Uma nova estética e religiosidade, de
influência oriental, ainda que não seja amplamente difundida pela população,
porventura por não ter posses para tal ou porque a associa, por sincretismo, às
divindades indígenas.
Não aspiramos adiantar explicações de mentalidade; o nosso estudo recai sobre
os achados, sobrevivências da cultura material. A ampla informação que nos serviu de
base de análise resulta de uma ampla produção, dispersa em colóquios e conferências de
arqueologia, sobretudo em Espanha, muitos dos quais não lograram continuidade e
foram esquecidos assim como as peças que documentavam. Aliás, alguns objectos
desapareceram e a maioria do acervo estudado encontra-se em arquivos, quase
esquecidos como muitos dos artigos resgatados e recuperados para este estudo. Razão
pela qual muitas imagens são ainda a preto e branco, decorrente de publicações dos anos
60 a 80, que não tiveram continuidade, relegando as peças ao esquecimento.
Os resultados são surpreendentes. Apesar de dispersos e em número insuficiente
para os podermos catalogar em modelos e estilos, verificou-se que a presença dos cultos
orientais, existe em quase toda a Península, ainda que no período romano esteja
fortemente concentrada nas sedes dos conuentus. |
| Description: | Tese de Mestrado apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em História da Arte – Área de especialização em História da Arte da Antiguidade |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/7267 |
| Appears in Collections: | FCSH: DHA - MA Dissertations
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