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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10362/7189

Título: Fixar o instável, palavras em movimento
Autor: Negreiros, Catarina Vasconcelos de Almada
Palavras-chave: Palavra
Azulejo
Vídeo
Cinético
Imagem
Observador
Tempo
Movimento
Issue Date: Sep-2011
Editora: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Resumo: Neste trabalho de projecto, com base na apresentação de painéis cerâmicos e num vídeo, que documenta a construção provisória dos painéis, procura‐se reflectir sobre a vontade inerente ao Homem de estabilizar o instável, a sua vontade de forma. Esta reflexão é feita através do cinematismo inerente às peças cerâmicas utilizadas (o azulejo cinético). São analisados os dados, que no nosso entendimento, parecem os mais relevantes, sendo apresentados alguns exemplos de obras ou artistas, que nos afiguram mais importantes neste contexto, relacionando‐se de diferentes modos com o trabalho de projecto aqui apresentado. O trabalho está estruturado em diversas partes: A relação Obra / Observador / Tempo, onde nos centramos no momento de encontro e na contemplação. Fixar: Imagens / Tempo / Movimento, onde se analisa que a representação da realidade foi desde sempre uma necessidade do Homem. Obras em Movimento onde pretende dar‐se ênfase a movimentos artísticos que cultivam também a Cultura da Experiência, obras e autores que têm trabalhado com a relação de imagem, tempo e movimento. A Palavra, nomeadamente a Poesia Visual, como uma das linguagens utilizadas. O Azulejo, onde se pretende dar breve panorama do que é a história do azulejo em Portugal e pretendendo demonstrar como estas superfícies têm ‘espelhado’ as respectivas épocas, como que se de um material camaleónico se tratasse As peças apresentadas, que contêm um forte eixo espacial, pois fazem parte de uma linguagem visual, assim como de um eixo temporal, pelas suas características ‘cinéticas’. Essa temporalidade é reforçada de diferentes modos: com o uso da palavra – que implica um tempo de leitura de um observador em movimento no espaço –, mas também com o uso específico das palavras: passado, futuro e presente e com o uso do próprio vídeo (anexado). Com estas diferentes representações, em tensão, pretende‐se reforçar a ‘dúvida’, a ‘hesitação’, a ‘incerteza’ e a ‘indecisão’, que como refere Boris Groys em ‘Camaradas do Tempo’, são características da nossa época contemporânea. Uma época que tende a prolongar a reflexão, adiando decisões e acções, queremos adiar ‘decisões’ e ‘acções’ de forma a ter mais tempo para ‘analisar’, ‘reflectir’ e ‘considerar’. Nesta abordagem acredita‐se assim que a função da arte na contemporaneidade não é a de dar respostas, mas antes a de levantar questões, desestabilizar certezas e gerar discussões.
Descrição: Trabalho de Projecto apresentado para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências da Comunicação
URI: http://hdl.handle.net/10362/7189
Appears in Collections:FCSH: DCC - Dissertações de Mestrado

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