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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10362/7164

Título: Qual é o efeito da globalização na exploração da mão de obra no setor sucroalcooleiro no Brasil?
Autor: Araújo, Gilberto Penha
Palavras-chave: Setor sucroalcooleiro
Globalização e agronegócio
Tabalho temporário
Queima da cana
Colheita mecanizada
Issue Date: Mar-2012
Editora: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Resumo: Este trabalho procura interpretar a situação da mão de obra no setor sucroalcooleiro (cana-deaçúcar, açúcar, álcool, etanol, energia elétrica e subprodutos) no Brasil, entre 1990 e 2010. O agronegócio é analisado sob a dinâmica da globalização, cuja relação capital-trabalho evidencia o emprego temporário, envolvendo 150 mil cortadores de cana, a serviço da agroindústria canavieira, concentrados nas regiões Sudeste, Centro-Sul e Nordeste. O impacto do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), de 1975, consolidou a intervenção estatal, reduziu a dependência do País quanto ao petróleo importado, e desenvolveu carros a álcool e bicombustível. Em conseqüência, cidades do interior de São Paulo sofreram impacto na geração de renda devido à produção da cana-de-açúcar energética, fato que se repetiu nos estados do Centro-Sul (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná). Quanto à expansão do capital, o setor sucroalcooleiro impactou 1.139 municípios versus 196 do setor de petróleo e indústria de derivados (em São Paulo, 420 municípios versus 38). Em 1999, a desregulamentação da agroindústria canavieira afetou as relações entre produtores de cana, usinas, destilarias, distribuidoras de combustível, consumidores de açúcar, álcool e etanol. Resultado: a formação de preços alterou a venda de produtos; e o trabalho apresentou renda desigual devido às transformações produtivas na agropecuária sobre salário e emprego. Milhares de trabalhadores migram espontaneamente para São Paulo para o corte manual da cana durante as safras. Mas, por parte do governo, inexiste um programa de recolocação profissional, treinamento e capacitação dessa mão de obra. Para o sindicato dos trabalhadores, a queima da palha da cana é indispensável, pois reduz a folhagem, elimina animais peçonhentos, diminui o risco de acidentes, e assegura maior rendimento na colheita: 6 toneladas médias diárias. Porém, o corte manual da cana tem seus dias contados: em São Paulo, até 2017, a colheita será 100% mecanizada. Isto implica desemprego para milhares de cortadores de cana, a maioria analfabeta ou com baixa escolaridade.. Na perspectiva do capital, o álcool e o etanol, combustíveis renováveis e menos poluentes que a gasolina, são alternativas aos países desenvolvidos, ciosos em reduzir suas emissões de carbono. Isto propicia uma oportunidade para o Brasil devido à sua competitividade e disponibilidade de terras.
Descrição: Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Globalização e Ambiente
URI: http://hdl.handle.net/10362/7164
Appears in Collections:FCSH: DEP - Dissertações de Mestrado

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