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http://hdl.handle.net/10362/7153
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| Title: | Impacto da ecografia de bolso no diagnóstico e gestão terapêutica em zonas remotas |
| Authors: | Cabral, Henrique Mendes |
| Issue Date: | 2011 |
| Publisher: | IHMT |
| Abstract: | Nos países em desenvolvimento, particularmente nas zonas remotas, os
exames médicos imagiológicos são quase inexistentes devido ao elevado custo de
aquisição e manutenção. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera
essencial a difusão da ecografia por ser um exame imagiológico de baixo custo,
rápido e de grande fiabilidade, se realizada por um técnico formado. O advento da
ecografia portátil diminuiu os custos, aumentando a flexibilidade da ecografia. Assim
como o estetoscópio revolucionou a semiologia, é de prever que os ecógrafos de bolso
se introduzam como complemento ao exame físico, permitindo a validação do
diagnóstico semiológico.
Durante um período de 4 meses utilizou-se um ecógrafo de bolso na prática
clínica de uma missão humanitária em zona remota no distrito de Angolares em São
Tomé e Príncipe. O clínico, através de um formulário de relato de caso (FRC),
registou o diagnóstico, confiança no diagnostico (escala de Likert) e gestão
terapêutica, baseado na semiologia, sendo esta informação reavaliada após a
ecografia de bolso.
Foram realizados 84 exames em 76 pacientes (12,8% dos pacientes
observados). Os FRC foram revistos por pares, determinando a contribuição com
informação relevante em 79,8% dos casos, alteração do diagnóstico em 52,4% e
gestão terapêutica em 59,5%. Foi descrito um aumento na confiança do clínico no
diagnóstico (p<0,01) e diminuição nos custos globais da gestão terapêutica (p<0,05).
Do primeiro período de dois meses para o segundo verificou-se um aumento do risco
relativo da ecografia não contribuir com informação relevante [4,31; 95% CI 1,5-12;
χ2=9,87, p<0,01] e em simultâneo um decréscimo de exames por paciente observado.
Neste contexto, a ecografia de bolso aumentou a qualidade do diagnostico
clínico e diminuiu os custos com a gestão terapêutica, reduzindo o tempo até ao
diagnostico definitivo e os riscos inerentes a terapêuticas desnecessárias. Esta
tecnologia, como complemento do exame físico, embora dependente do observador,
aparenta ser benéfica para os pacientes em zonas remotas. O aumento da exactidão de
diagnostico semiológico durante o estudo sugere a necessidade de investigação sobre
a aprendizagem informal e ecografia de bolso. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/7153 |
| Appears in Collections: | IHMT: CT - Dissertações de Mestrado
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