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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10362/7016

Título: Crítica de Habermas a Nietzsche: um olhar nietzschiano sobre a filosofia habermasiana
Autor: Mendes, Daniel Ramos
Orientador: Molder, Maria Filomena
Palavras-chave: Modernidade
Racionalidade
Esteticismo
Perspectivismo dionisíaco
Além-do-homem
Issue Date: Sep-2011
Editora: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Resumo: O presente trabalho centra-se num confronto entre a filosofia habermasiana e a nietzschiana. Tal confronto assume uma importância decisiva, para nós, na medida em que visa o aprofundamento do nosso interesse e compreensão do pensamento nietzschiano, mediante a procura de argumentos que vencessem a crítica habermasiana, cujos elementos constitutivos se encontram em outros anti-nietzschianos. Partindo da crítica de Habermas a Nietzsche, no Discurso Filosófico da Modernidade, mostramos que este, contrariamente àquilo que aquele preconiza, não nos joga num irracionalismo metafisicamente desfigurado, não nos abre simplesmente para experiências arcaicas e não se sujeita a uma contradição pragmática. Primeiramente, situamos a crítica de Nietzsche à época moderna que, colocando-se sob o signo de uma razão instrumental, representa o momento auge de um declínio que começou com Sócrates, quando este fez da razão uma medida para julgar a vida, matando tudo o que nesta há de forte e pulsante. O dionisíaco não representa o irracional, nem tão-pouco uma predilecção pelo arcaico, mas um contraponto a um tempo onde impera uma razão calculista, niveladora e que está em contradição com a vida. Dioniso é o deus afirmativo por excelência e, por seu intermédio, recuperar-se-ia a face afirmativa da vontade de poder, a que, para além dos valores medíocres e niveladores da democracia e do cristianismo, nos faz enxergar que a vontade de poder está primordialmente ligada à criação de novos valores, que reclamam um outro princípio a partir do qual avaliar, sob pena de sempre permanecermos no mesmo. A vontade de poder não constitui um fundamento metafísico ou uma unidade simples, pois isso significaria colocá-la em contradição com a vida, com o mundo entendido como uma pluralidade de forças, onde a unidade é sempre um arranjar falsificador. O pluralismo intrínseco à filosofia nietzschiana, não obstante apresentar o conhecimento como ficções criadas pela vontade de poder, apresenta-nos, contrariamente à crítica habermasiana, um critério para a verdade: a própria vida como vontade de poder. Habermas apresenta a Modernidade como um paradigma, um momento ímpar da história do Ocidente, já que o único consciente de si e que remetida a si mesma teria que encontrar a chave para a resolução dos seus problemas. Contudo, Nietzsche vislumbraria nesta Modernidade a continuação de um mesmo mal: a vida reactiva continua a triunfar; os valores que vêm de baixo continuam a vigorar; os antigos valores metafísicos e negadores da vida vulgarizam-se no cristianismo e nos ideais democráticos. Portanto, aquilo que Nietzsche preconiza é uma transvaloração dos valores, o que implica necessariamente a superação das valorações habituais, pois só assim seria possível a grandeza na terra.
Descrição: Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Filosofia Contemporânea
URI: http://hdl.handle.net/10362/7016
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