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http://hdl.handle.net/10362/6957
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| Title: | As Lucernas Romanas da Praça da Figueira (Lisboa): Contributo para o conhecimento de Olisipo |
| Authors: | Vieira, Vasco Alexandre Correia Noronha |
| Advisor: | Gomes, Mário Varela Silva, Rodrigo Banha da |
| Keywords: | Praça da Figueira Lisboa Olisipo Necrópole Lucernas Romano |
| Issue Date: | 2011 |
| Publisher: | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa |
| Abstract: | O presente estudo teve como objectivo analisar a totalidade dos 342
fragmentos de lucernas romanas recuperadas na Praça da Figueira, em Lisboa,
provenientes das intervenções arqueológicas que tiveram lugar em 1962, e também de
1999/2001. A partir da análise do conjunto, pretendeu-se compreender a dinâmica
comercial de Olisipo como ciuitas portuária e centro de redistribuição de lucernas para a
Lusitania.
A necrópole noroeste de Olisipo foi localizada e parcialmente intervencionada
naquele espaço, e forneceu a maior quantidade de fragmentos deste conjunto,
apresentando uma diacronia de ocupação entre c. 60 d.C. e séc. IV. Esta cronologia é
reforçada pelo estudo das 17 lucernas recuperadas, em ambas as intervenções no
contexto mencionado.
A totalidade do universo estudado apresenta uma cronologia que engloba o
Período Romano Imperial, com lucernas de produção da primeira metade do século I
d.C. prolongando-se até aos finais do século III. É possível concluir que existe uma
predominância de importações, com uma percentagem maior de produtos itálicos e da
Baetica durante o século I, que darão lugar a uma preponderância de importações de
origem Norte-Africana na segunda centúria. A produção regional, do vale do Tejo e do
Sado, embora bastante representada, surge como uma minoria e evidencia um
prolongamento temporal nas produções desta região de formas tradicionais de lucernas.
A variedade de cenas mitológicas presentes na decoração vem demonstrar o
papel que este tipo de cerâmica detinha na divulgação da cultura e mitologia grecoromana
pelo território romano durante e após o processo de romanização.
A quantidade de importações documenta a crescente importância que Olisipo
tinha como ponto de redistribuição de mercadorias para a Lusitânia muito
provavelmente a partir do século II com a chegada das produções norte-africanas por
via marítima, embora arqueologicamente ainda não tenham sido detectadas estruturas
mercantis que venham corroborar esta dinâmica comercial de Olisipo. |
| Description: | Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos
necessários à obtenção do grau de Mestre em Arqueologia |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/6957 |
| Appears in Collections: | FCSH: DH - MA Dissertations
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