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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10362/6321

Título: Avaliação do potencial de difusão do veículo eléctrico na área metropolitana de Lisboa
Autor: Lopes, Mafalda Rendeiro Marques Mendes
Orientador: Moura, Filipe
Melo, João
Palavras-chave: Veículo eléctrico
Área metropolitana de Lisboa
Aquisição de automóveis
População sintética
Árvore de decisão
Benefícios ambientais
Issue Date: 2011
Editora: Faculdade de Ciências e Tecnologia
Resumo: O veículo eléctrico (VE) apresenta vantagens consideráveis face ao veículo de combustão interna (VCI), nomeadamente ao nível da eficiência, consumo energético, emissões atmosféricas, ruído e custos de operação. No entanto, tem também grandes limitações, visto que a sua autonomia é reduzida, o seu preço inicial é elevado, o carregamento da bateria é demorado, e exige uma infra-estrutura própria e ubíqua. Este estudo teve como objectivo avaliar o potencial de difusão na Área Metropolitana de Lisboa (AML), identificando os agregados familiares para os quais estas limitações não impedem que o VE seja uma opção possível e realista no momento de aquisição de um carro novo. Nesta análise foram considerados quatro cenários diferentes de subsidiação. Com base em dados do Instituto Nacional de Estatística e de inquéritos de mobilidade realizados pelo Centro de Estudos Urbanos e Regionais do Instituto Superior Técnico, gerou-se uma população sintética com propriedades estatísticas equivalentes à população da AML. Foi aplicada uma árvore de decisão, classificando cada agregado relativamente à viabilidade do VE enquanto opção na compra de um carro novo. Concluiu-se que o VE tem um potencial de difusão muito baixo, sendo uma opção viável para um número de agregados entre 22 701 (correspondente a 2,2% dos agregados da AML) e 71 352 (7,1%), consoante o cenário de subsidiação. A difusão do VE será dificultada ainda pela lenta taxa de renovação da frota portuguesa, não sendo expectável, mesmo numa perspectiva optimista, a entrada de mais de 3400 VE anualmente no parque automóvel da AML. Foi feita uma avaliação dos benefícios ambientais resultantes dos agregados seleccionados substituírem um dos seus VCI por um VE. Concluiu-se que haveria uma redução nacional anual no consumo de energia final entre 0,08% e 0,14%, e de emissões de CO2 entre 0,06% e 0,12%, consoante a política de subsidiação. Face a estas reduções pouco significativas, é questionável se se justifica o investimento avultado previsto para a difusão do VE. O problema da mobilidade urbana deverá ser abordado em várias frentes, fazendo uma análise comparativa às vantagens de apoiar fortemente o VE ou de direccionar esse investimento para outras soluções que possam trazer maiores benefícios ambientais, económicos e sociais.
Descrição: Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, perfil de Gestão e Sistemas Ambientais
URI: http://hdl.handle.net/10362/6321
Appears in Collections:FCT: DCEA - Dissertações de Mestrado

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