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Revista da FCSH -1988 >
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http://hdl.handle.net/10362/6287
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| Title: | Estética e ética em Kierkegaard e Pessoa |
| Authors: | Silva, Luís de Oliveira e |
| Issue Date: | 1988 |
| Publisher: | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa |
| Abstract: | O predomínio racíonalísta do criticismo e a prioridade
concedida à epistemología provocaram, a partir dos primeiros
românticos, uma reacção de cunho vitalista que afirmava e
defendia os elementos espirituais (vontade e sentimento) que
a filosofia do Iluminismo destacara insuficientemente. O sentimento,
porção subjectiva do espírito incapaz de desempenhar
funções estritamente cognitivas, penetra a razão. A partir
de então, numa linha que nos leva até Níetzsche, Scheler,
Heidegger, Jaspers, e Sartre, o sentimento (Gefühl) animará
a teoria.
Sõren Aabye Kierkegaard (1813 - 55) é o representante
máximo da cultura do sentimento. Não persegue a verdade
abstracta, objectiva, dos filósofos sistemáticos. Vive, pelo
contrário, num estado permanente de problematização subjectiva.
O único critério de verdade que aceita é a convicção
íntima. A subjectividade, com todas as suas contradições
dilacerantes, é a verdade.
Kierkegaard encara a vida como conjunção disjuntiva,
como opção entre dois termos (Enten ... Eller) que a lógica,
inclusive a dialéctica hegelíana, não poderá unir numa síntese. |
| Description: | pp. 261-272 |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/6287 |
| ISSN: | 0871-2778 |
| Appears in Collections: | Revista da FCSH -1988
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