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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10362/6274

Título: O corpo e a palavra em Merleau-Ponty
Autor: Fontoura, Amândio
Orientador: Renaud, Isabel
Renaud, Michel
Palavras-chave: Corpo
Palavra
Mundaneidade
Consciência
Experiencialidade
Percepção
Issue Date: Sep-2011
Editora: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Resumo: A vida é existencialidade que de si ganha consciência aos bochechos, em parcelas, trilhando a linha da história que se faz presente sem visibilidade, mas na visibilidade de toda a concreticidade mundana. A consciência é essa potencialidade de perceber o mundo, de o interpretar, de o constituir. Mas a consciência é uma possibilidade que é consciência de uma impossibilidade: tem o mundo à sua disposição, para o integrar e trabalhar, mas o motor do mundo não lhe pertence, não se lhe subordina, de uma dinâmica sempre volúvel, instável e propícia ao inesperado, cujo início e fim não gere. Todavia, para lhe ser efectivamente acessível a mundaneidade, a minha consciência precisa de algo mundano. Conta com o contributo mediador do corpo próprio que entende a linguagem física do mundo, porque da mesma massa do mundo. Abre-lhe as pálpebras perceptivas mediante a visão e, pela capacidade motriz dá-lhe mobilidade e garantia de execução intencional. Então, pelo corpo acolhida no tecido mundano e uma vez nele instalada, a consciência recebe as significações das coisas, seres e relações que ele fornece, qual ovo bio-geneticamente alimentador que permite a sua maturação. Eu ganho assim uma possibilidade alargada, mas fico circunscrito a uma certa indeterminação, porque definido no perímetro do próprio circuito de existência que me é próximo, fico limitado a uma parcela ínfima de mundo, e o que está para lá do visível e do acessível é fundamentalmente indeterminado. Porém, nesse quinhão de presença mundana não deixo de sentir o palpitar do mundo e terei obrigatoriamente necessidade de o, e com ele, comunicar por intermédio da palavra. Sem a palavra, eu não consigo conciliar o meu interior com o meu exterior, a minha consciência com a minha existência. Ao relacioná-las, ela permite que a reflexão se dê, a reflexão de uma consciência que existe, a reflexão de uma existência que se auto-consciencializa. Contudo, apesar de ser sujeito de palavra e ter a possibilidade e o poder de me expressar, não tenha a chave do processo.
Descrição: Dissertação de Doutoramento no ramo de Filosofia Especialidade de Filosofia Contemporânea
URI: http://hdl.handle.net/10362/6274
Appears in Collections:FCSH: DF - Teses de Doutoramento

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