DSpace UNL

RUN >
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) >
FCSH Departamentos >
FCSH: Departamento de Ciências da Comunicação >
FCSH: DCC - Teses de Doutoramento >

Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10362/5808

Título: Luz e arquitectura do espaço no filme. Imagem, memória e emoção na década da mente
Autor: Aparício, Maria Irene Ângelo
Orientador: Grilo, João Mário
Palavras-chave: Filme,
Luz
Espaço
Paisagem
Issue Date: May-2011
Editora: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Resumo: Esta dissertação é o resultado de uma investigação sobre o cinema de Michelangelo Antonioni (1912-2007), num quadro de análise que convoca conceitos relativos às temáticas da percepção e da cognição (e.g. imagem, visão, linguagem, memória, emoção, etc.), nomeadamente no que diz respeito à compreensão da dinâmica da luz e do espaço fílmico, quer num contexto de criação, quer no âmbito da recepção. A sistematização e a explicação das novas formas do cinema moderno permitem compreender o modo como o cinema em geral e, particularmente, a obra de Antonioni ultrapassam o domínio da técnica e da estética, para se aproximarem de uma concepção epistémica do filme, na configuração da luz e arquitectura do espaço cinematográfico. Num quadro de análise que tem por base os princípios da filmologia, partimos da hipótese de que o filme não é, somente, o resultado de uma técnica específica de mise en scène, que reenvia para uma interpretação diegética da realidade, mas constitui, essencialmente, uma forma imagética de pensar o mundo e o homem. No contexto específico da análise, os filmes de Antonioni, nomeadamente a “trilogia dos sentimentos”, a “trilogia americana” e as últimas obras, são objectos de estudo que revelam o pensamento, mas também a poesia, de um autor que desenha um retrato do homem moderno, num espaço de fronteira com a pósmodernidade, configurado pelos sinais de retorno do horizonte da tragédia. Os resultados da investigação e análise permitem refutar a tese mais comum que apresenta Michelangelo Antonioni como o “cineasta da incomunicabilidade”. Em contrapartida, é possível considerar as imagens fílmicas como reflexos da condição humana. Do ponto de vista da percepção evidenciamos, particularmente, os conceitos de visibilidade, invisibilidade e visualidade numa relação com a Pintura, a Paisagem, a Escrita, a Linguagem, a Memória e a Emoção que são, também, conceitos que se esboçam através de uma forma particular de criação, e que transformam as imagens plásticas de Antonioni em formas cognitivas de aproximação à realidade. A cor e a luz, mas também o movimento e a forma, são, deste modo, noções fundamentais para a compreensão de um cinema que parte da realidade concreta para a devolver, nos limites da abstracção.
Descrição: Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Ciências da Comunicação, Especialidade de Cinema
URI: http://hdl.handle.net/10362/5808
Appears in Collections:FCSH: DCC - Teses de Doutoramento

Files in This Item:

File Description SizeFormat
Tese_Doutoramento_M_Irene_Aparício.pdf8,11 MBAdobe PDFView/Open
Statistics
FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpaceOrkut
Formato BibTex mendeley Endnote Logotipo do DeGóis 

Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.

 

Universidade Nova de Lisboa  - Feedback
Estamos no RCAAP Governo Português separator Ministério da Educação e Ciência   Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Financiado por:

POS_C UE