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http://hdl.handle.net/10362/5390
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| Title: | Exposição a fungos dos trabalhadores dos ginásios com piscina |
| Authors: | Viegas, Carla Sofia Costa |
| Advisor: | Santos, Carlos José Pereira da Silva |
| Keywords: | Trabalhadores dos ginásios com piscina Lesões fúngicas Risco de infecção fúngica Exposição à contaminação fúngica Variáveis ambientais Padrão de exposição profissional a fungos Gymnasiums with swimming pool workers Fungal injuries Fungal infection risk Fungal contamination exposure Environmental variables Occupational exposure to fungi pattern Travailleurs des gymnases avec piscine Des lésions fongiques Le risque d'infection fongique L'exposition à la contamination fongique Les variables environnementales Standard d’exposition professionnelle au fungi |
| Issue Date: | 2010 |
| Publisher: | Escola Nacional de Saúde Pública. Universidade Nova de Lisboa |
| Abstract: | RESUMO - Os trabalhadores dos ginásios com piscinas apresentam maior prevalência de lesões
fúngicas, como a Tinea pedis e a onicomicose, devido às características intrínsecas da sua
actividade profissional, pois apresentam mais horas por dia de exposição à contaminação
fúngica das superfícies. Esta situação verifica-se não só por serem os que mais frequentam os
locais possíveis de estarem contaminados, como é o caso de balneários, vestiários e zona
envolvente às piscinas, mas também porque algumas das actividades desenvolvidas são
realizadas com os pés descalços. Além disso, a utilização de roupa sintética e de calçado
ocluso, que retêm a sudação excessiva, favorece o desenvolvimento fúngico.
Constituiu objectivo deste trabalho conhecer o risco de infecção e/ou lesão (Tinea pedis
e onicomicose) nos trabalhadores dos ginásios com piscina e a sua eventual relação com a
exposição à contaminação fúngica (ar e superfícies) dos locais de trabalho. Foram descritas as
variáveis ambientais e biológicas que influenciam a infecção e/ou lesão fúngica em ambiente
profissional e exploradas eventuais associações entre essas mesmas variáveis. Foram também
conhecidas as diferenças da contaminação fúngica das superfícies entre as duas principais
estações do ano (Verão e Inverno) e entre antes e depois da lavagem e desinfecção.
O estudo realizado possui uma componente transversal, em que se pretendeu descrever
os fenómenos ambientais e biológicos da contaminação fúngica em ambiente profissional e
explorar eventuais associações entre variáveis; uma componente longitudinal, em que foram
conhecidas as diferenças sazonais da contaminação fúngica das superfícies; e, ainda, uma
componente quase experimental, em que foi analisada a distribuição fúngica nas superfícies
antes e depois da lavagem e desinfecção.
Na vertente transversal foi considerada uma amostra de 10 ginásios com piscina e outra
amostra de, pelo menos, 10 profissionais de cada estabelecimento, perfazendo um total de 124
trabalhadores (75 Homens - 60,48% e 49 Mulheres - 39,52%). Foram realizadas 258 colheitas
biológicas aos pés dos trabalhadores, efectuada a avaliação ambiental da contaminação fúngica
dos estabelecimentos através de 50 colheitas de amostras de ar e 120 colheitas de amostras de
superfícies (60 antes e 60 depois da lavagem e desinfecção) e efectuados os respectivos
processamento laboratorial e identificação fúngica. Foram também avaliadas as variáveis
ambientais temperatura, humidade relativa e velocidade do ar, preenchidas 10 grelhas de
observação, com o objectivo de efectuar o registo de informação sobre as variáveis que
xx
influenciam a exposição ocupacional às espécies fúngicas e, ainda, completadas 124 grelhas de
observação inerentes à colheita de material biológico, de modo a realizar o registo dos
profissionais com lesão e outras informações pertinentes para a análise laboratorial. Todos os
124 trabalhadores responderam a um questionário, em simultâneo à realização das colheitas
biológicas, de modo a conhecer algumas das variáveis individuais e profissionais com
pertinência para o presente estudo.
Num dos estabelecimentos, foram também estudadas as diferenças da contaminação
fúngica das superfícies entre antes e depois da lavagem e desinfecção e, ainda, entre as duas
estações do ano (Verão e Inverno). Nesse estabelecimento, foram realizadas 36 colheitas de
superfícies antes e 36 colheitas depois da lavagem e desinfecção, em 6 dias diferentes da
semana, durante 6 semanas sequenciais em cada estação do ano, completando um total de 72
colheitas de superfícies.
Foi ainda criado e aplicado um método para estabelecer um padrão de exposição
profissional a fungos nas superfícies, de modo a permitir definir níveis semi-quantitativos de
estimação do risco de infecção fúngica dos trabalhadores dos ginásios com piscinas. Para o
critério da Gravidade, considerou-se que a gravidade da contaminação e, consequentemente, da
possível lesão, está intimamente relacionada com a espécie fúngica envolvida. Foram calculadas
as médias da contaminação fúngica por cada estabelecimento antes da lavagem e desinfecção,
de modo a estabelecer os níveis de Frequência e, em relação à Exposição, foram estabelecidos
intervalos para agrupar as horas semanais de trabalho.
Dos 124 trabalhadores que participaram no estudo, 58 (46,8%) possuíam lesões visíveis.
Nesses 58, as Leveduras foram as mais isoladas (41,4%), seguidas dos Dermatófitos (24,1%) e
de Fungos Filamentosos Não Dermatófitos (6,9%). Candida parapsilosis e Rhodotorula sp. foram
as Leveduras mais frequentemente isoladas (20,2%); no caso dos Dermatófitos, Trichophyton
rubrum foi a espécie mais frequente (55,5%) e, relativamente aos Fungos Filamentosos Não
Dermatófitos, Penicillium sp. foi o mais isolado (15,6%), seguido do género Fusarium (12,5%).
No que concerne à contaminação fúngica das superfícies, 37 fungos filamentosos foram
isolados. Fusarium foi o género mais frequente, antes e depois da lavagem e desinfecção
(19,1% - 17,2%). Em relação aos fungos leveduriformes, 12 leveduras diferentes foram
identificadas, tendo sido os géneros Cryptococcus (40,6%) e Candida (49,3%) os mais
frequentes antes e depois da lavagem e desinfecção, respectivamente.
Em relação à contaminação fúngica do ar, foram identificados 25 fungos filamentosos
diferentes, em que os 3 géneros mais frequentemente isolados foram Cladosporium (36,6%),
Penicillium (19,0%) e Aspergillus (10,2%). Relativamente às leveduras, foi identificado o género
xxi
Rhodotorula (87,5%) e as espécies Trichosporon mucoides e Cryptococcus unigutulattus
(12,5%).
Verificou-se associação, ao nível de significância de 5%, entre lesão visível e horas
semanais e entre lesão visível e tempo de profissão, comprovando a influência da duração da
exposição ao factor de risco (contaminação fúngica do ambiente profissional), para a presença
de lesão visível nos trabalhadores expostos (Tinea pedis e onicomicose), ficando demonstrada a
relação entre a exposição ao factor de risco em estudo – exposição profissional a fungos – com
os efeitos para a saúde.
As variáveis ambientais avaliadas (temperatura, humidade relativa e velocidade do ar)
não influenciaram a contaminação fúngica do ar e das superfícies, não tendo sido evidenciada
nenhuma relação estatisticamente significativa (p>0,05). Contudo, verificou-se influência do
número de ocupantes que frequentaram cada um dos estabelecimentos nas médias das
unidades formadoras de colónias por metro quadrado nas superfícies antes da lavagem e
desinfecção. Não se verificou correlação entre os resultados quantitativos da contaminação
fúngica do ar e a das superfícies dos 10 estabelecimentos monitorizados. No entanto,
verificaram-se diferenças significativas, ao nível de significância de 10%, entre a contaminação
fúngica das superfícies e a contaminação fúngica do ar (p<0,1), tendo-se constatado que apesar
de 50% dos valores mais baixos terem sido superiores na contaminação fúngica do ar, a
contaminação fúngica das superfícies apresentou-se com maior variabilidade quantitativa.
Em relação às diferenças significativas na contaminação fúngica das superfícies nos 10
estabelecimentos entre antes e depois da lavagem e desinfecção, apenas se verificou redução
significativa (p<0,05) da contaminação fúngica depois da lavagem e desinfecção nos balneários
e vestiários masculinos em relação aos fungos leveduriformes.
No estabelecimento seleccionado, verificou-se que a relação entre a contaminação
fúngica e a temperatura e humidade relativa não foi significativa (p>0,05) em ambas as estações
do ano e também não se constatou influência dos ocupantes nos valores médios das unidades
formadoras de colónias por metro quadrado das superfícies antes da lavagem e desinfecção em
ambas as estações de ano.
Em quase todas as situações em que se verificaram diferenças significativas entre as
duas estações do ano, verificou-se um aumento das unidades formadoras de colónias por metro
quadrado no Inverno, com excepção do total das unidades formadoras de colónias por metro
quadrado antes da lavagem e desinfecção nos balneários e vestiários masculinos em que se
verificou aumento no Verão. Constatou-se também que apenas ocorreu redução da
xxii
contaminação fúngica depois da lavagem e desinfecção nas escadas de acesso no Inverno e
nos balneários e vestiários masculinos no Verão.
Com a aplicação do método para estabelecer um padrão de exposição profissional a
fungos nas superfícies obteve-se, nos 10 estabelecimentos, com Nível de Risco Mínimo 65
locais (54,2%), com Nível de Risco Médio 23 locais (19,2%) e com Nível de Risco Elevado 32
locais (26,6%). Próximo do jacuzzi e junto ao tanque foram os locais com mais classificações de
Nível de Risco Elevado. No estabelecimento seleccionado verificou-se que, no Verão, depois da
lavagem e desinfecção, ocorreu um maior número de locais classificados no Nível de Risco
Elevado e, no Inverno, constatou-se a situação inversa, tendo sido observado maior número de
locais com Nível de Risco Elevado antes da lavagem e desinfecção. Junto ao tanque e nas
escadas de acesso à zona envolvente ao jacuzzi e tanque foram os locais com mais
classificações de Nível de Risco Elevado, no Verão e no Inverno.
Foram isolados nas superfícies fungos comuns aos isolados nos trabalhadores. Antes da
lavagem e desinfecção, 30,3% dos fungos foram isolados nas superfícies e nos trabalhadores e
depois desses procedimentos 45,5% dos fungos foram também isolados comummente. As
Leveduras foram as mais isoladas comummente e as que se verificaram mais frequentes antes e
depois da lavagem e desinfecção da superfícies e, também, nos resultados das colheitas
biológicas realizadas aos trabalhadores, foram o género Rhodotorula e a espécie Candida
parapsilosis, permitindo confirmar que a infecção fúngica dos trabalhadores está relacionada
com a contaminação fúngica das superfícies.
Concluiu-se que é necessária a intervenção em Saúde Ocupacional no âmbito da
vigilância ambiental e da vigilância da saúde, com o intuito de diminuir a prevalência das
infecções fúngicas. Para a prossecução desse objectivo, sugere-se a implementação de medidas
preventivas, nomeadamente: o controlo da contaminação fúngica das superfícies mediante
procedimentos de lavagem e desinfecção eficazes, de modo a minimizar a contaminação fúngica
das superfícies; a identificação precoce da infecção através da realização de colheitas biológicas
periódicas aos trabalhadores, inseridas num protocolo de vigilância da saúde; e, ainda, a
sensibilização para a aplicação de medidas de higiene pessoal e o tratamento das patologias.
A aplicação do método criado para estabelecer um padrão de exposição profissional a
fungos nas superfícies servirá não só para a estimação do risco de infecção fúngica dos
trabalhadores de ginásios com piscinas, mas também para facilitar o estabelecimento de valores
fúngicos de referência, a implementação de medidas correctivas adequadas e imediatas e,
ainda, a prevenção de infecções fúngicas, não só nos ginásios com piscina, mas também
noutros contextos profissionais. ------------ SUMMARY - Gyms with swimming pools workers have higher prevalence of fungal injuries, such as
Tinea pedis and onychomycosis. This is due to their work intrinsic characteristics, since they have
more hours per day of exposure to surfaces fungal contamination. This occurs not only because
they attend sites most likely to be contaminated, such as showers, changing rooms and pool
surrounding area, but also because some of the activities are done barefoot. Furthermore,
synthetic clothing and occluded footwear use, which retain the excessive sweating, promotes
fungal development.
The aim of this study was to know gymnasiums with swimming pool workers infection
and/or injury (Tinea pedis and onychomycosis) risk, and its possible relationship with exposure to
workplace fungal contamination (air and surfaces). This study describes environmental and
biological variables that influence infection and/or fungal injury in a professional setting and
explored possible associations between these variables. Differences in surfaces fungal
contamination between the two main seasons (summer and winter), as well between before and
after cleaning and disinfection were known.
It was developed a study with an cross-sectional perspective, that aimed to describe the
biological and environmental phenomena of fungal contamination in a professional environment
and explore possible associations between variables; an longitudinal perspective in which were
known surfaces fungal contamination seasonal differences; and also with an almost experimental
perspective that analyzed surfaces fungal distribution before and after cleaning and disinfection.
The cross-sectional perspective comprised 10 gyms with swimming pool sample, and
another sample of, at least, 10 professionals in each establishment totalling 124 workers (75 men
– 60,48%, and 49 women – 39,52%). Were performed 258 biological samples at workers feet,
environmental fungal contamination evaluation from the establishments through 50 air samples
and 120 surfaces samples (60 before and 60 after cleaning and disinfection) and conducted their
laboratory processing and fungal identification. Were also evaluated environmental variables,
such as temperature, relative humidity and air velocity completed 10 observation grids, in order to
obtain data about variables that affect occupational exposure to fungal species, and also
completed 124 observation grids inherent to biological material collection, in order to know the
professionals with injury and other relevant information for laboratory analysis. All 124 workers
answered to a questionnaire at the same time that occur biological samples collection, in order to
xxv
obtain information about some of the individual and professional variables with relevance to this
study.
In one of the establishments were also studied differences concerning surfaces fungal
contamination between before and after cleaning and disinfection, and also between two main
seasons (summer and winter). In this setting, there were performed 36 surfaces samples before
and 36 surfaces samples after cleaning and disinfection on 6 different week days for 6 sequential
weeks in each season, totalling 72 surfaces samples.
It was also created and implemented a method to establish a pattern for surfaces fungal
occupational exposure, in order to help define semi-quantitative levels estimation to fungal
infection risk in gyms with swimming pools workers. For Gravity criterion it was considered that
contamination severity and, thus, the possible injury are closely related to implicate fungal
species. Was calculated fungal contamination average by each establishment prior cleaning and
disinfection, in order to establish Frequency levels. Regarding Exposure, were established weekly
hours group intervals spent in professional activity.
From the 124 professionals tested, 58 (46,8%) had visible injuries. In the 58 workers,
Yeasts were the most isolated (41,4%), followed by Dermatophytes (24,1%) and Other
Filamentous Fungi Besides Dermatophytes (6,9%). Candida parapsilosis and Rhodotorula sp.
were the most frequently isolated Yeasts (20,2% for each), from Dermatophytes, Trichophyton
rubrum was the most frequently isolated species (55,5%) and from Other Filamentous Fungi
Besides Dermatophytes, Penicillium sp. was the most frequent (15,6%), followed by Fusarium
genera (12,5%).
Regarding surfaces fungal contamination, 37 filamentous fungi were isolated. Fusarium
genera was the most frequent, before and after cleaning and disinfection (19,1% - 17,2%).
Considering yeasts, 12 different yeasts were identified, being Cryptococcus (40,6%) and Candida
(49,3%) genera the more frequent before and after cleaning and disinfection, respectively.
In relation to air fungal contamination, 25 different filamentous fungi were identified and
the 3 most frequently isolated genera were Cladosporium (36,6%), Penicillium (19,0%) and
Aspergillus (10,2%). For yeasts, were identified Rhodotorula genera (87,5%), and also the
species Trichosporon mucoides and Cryptococcus unigutulattus (12,5%).
Was found association with 5% significance level, between visible injury and weekly
hours and between visible injury and occupation time, confirming exposure duration influence to
risk factor (work environment fungal contamination) for the visible injury presence in exposed
workers (Tinea pedis and onychomycosis), being confirmed the relation between the study
exposure risk - occupational exposure to fungi - with health effects.
xxvi
Environmental variables evaluated (temperature, relative humidity and air velocity) did
not affect air and surfaces fungal contamination and wasn’t found no statistically significant
relation (p>0,05). However, there was evidence that occupant’s number influence surfaces colony
forming units mean per square meter before cleaning and disinfection. There was no correlation
between quantitative data from air fungal contamination and surfaces fungal contamination from
the 10 establishments monitored. However, there were significant differences with 10%
significance level, between surfaces and air fungal contamination (p<0,1), and despite 50% of the
lowest rates were higher in air fungal contamination, it was found that surfaces fungal
contamination had more quantitative variability.
Regarding differences from the 10 establishments surfaces fungal contamination,
between before and after cleaning and disinfection, there was only a significant reduction
(p<0,05) in fungal contamination after cleaning and disinfection in male changing rooms for
yeasts.
In the selected establishment, it was found that relation between fungal contamination
and temperature and relative humidity was not significant (p>0,05) in both seasons, and also
there wasn’t no influence observed from occupants in surfaces colony forming units mean per
square meters before cleaning and disinfection in both seasons.
In almost all situations where significant differences between the two seasons were
shown, there was a colony-forming units per square meter increase in winter. There was an
exception in total colony forming units per square meter before cleaning and disinfection in male
changing room’s exception, where there was an increase in summer. Furthermore, was found
that only occur a reduction in fungal contamination after cleaning and disinfection, on access
stairs in winter, as well as in male changing rooms in summer.
With application from the method to establish pattern for surfaces fungal occupational
exposure, it was obtained, in the 10 establishments, 65 sites with Low Risk Level (54,2%), 23
sites with Average Risk Level (19,2%) and 32 sites with High Risk Level (26,6%). Near swimming
pool and jacuzzi were the places with more High Risk Level classifications. In the selected
establishment, was found that in the summer, after cleaning and disinfection, there were a greater
number of sites classified as High Risk Level, and in winter it was found the opposite situation,
being noted more places with High Risk Level before cleaning and disinfection. Next to swimming
pool and access stairs to swimming pool and jacuzzi were the places with more High Risk Level
classifications in Summer and Winter.
Were isolated common fungi in surfaces and in workers. Prior to cleaning and disinfection
30,3% of fungi were isolated on surfaces and workers, and after 45,5% of fungi were also
xxvii
commonly isolated. The Yeasts were the most commonly isolated and the most frequent before
and after surfaces cleaning and disinfection, and also in workers biological samples, were
Rhodotorula genera and Candida parapsilosis, allowing confirming that workers fungal infection is
related with surfaces fungal contamination.
It was concluded that Occupational Health intervention it is necessary, in environmental
monitoring and health surveillance perspective, in order to reduce fungal infections prevalence.
To achieve this objective, preventive measures implementation it’s recommended, including:
surfaces fungal contamination control, through effective cleaning and disinfecting in order to
minimize surfaces fungal contamination; early infection identification by performing periodic
biological sampling from workers, included in a health surveillance protocol; and also personal
hygiene and diseases treatment awareness.
Application of the created method to establish pattern for surfaces fungal occupational
exposure, will be useful not only for estimating workers from gymnasiums with swimming pools
fungal infection risk, but also to facilitate fungal reference values stipulation, effective and
corrective measures implementation, and also, fungal infections prevention, not only in
gymnasiums with swimming pool, but also in other professional settings.----------------- RÉSUMÉ - Les travailleurs des gymnases avec des piscines présentent souvent des infections
fongiques, telles que Tinea pedis et aussi des onychomycoses, dues à leur activité professionnel,
parce qu’ils restent plus longtemps tout prés des surfaces avec une certaine contamination
fongique. Toute cette situation est due non seulement parce qu’ils sont ceux qui fréquentent plus
souvent les places plus contaminées: des balnéaires, des vestiaires et des zones autour des
piscines, mais aussi ils réalisent des activités aux pieds nus ou avec des chaussures très fermés
et encore quelques fois avec des vêtements synthétiques. Tout cela emmène à une grande
sudation ce qui aidera au développement fongique.
Un objective de ce travaille a été connaître le risque d’infection et/ou présence de lésion
(Tinea pedis et des onychomycoses) dans les travailleurs des gymnases avec des piscines et
leur éventuel rapport avec l’exposition à la contamination fongique (de l’air et des surfaces) dans
leurs locaux de travaille. On a décrit aussi des variables d’environnement et biologiques qui ont
une certaine influence dans les infections fongiques dans tout l’environnement professionnel et
aussi approfondir des éventuels associations entre ces même variables. On a encore reconnu
des différences de la contamination fongique avant et après des lavages et désinfection de ces
surfaces. Aussi on a trouvé des différences de contamination en Été et en Hiver.
Cet étude a un composante transversale, en visant la description des phénomènes de
contamination fongique biologique et de l'environnement dans un environnement professionnel et
l’étude des associations possibles entre les variables; une composante longitudinale dans
laquelle ils étaient connus comme des variations saisonnières de la contamination fongique des
surfaces, et même; un quasi-composante expérimentale, où elle a examiné la répartition des
champignons surfaces avant et après le lavage et la désinfection.
Dans la composante transversale on été considérés 1 échantillons de 10 gymnases avec
des piscines et un autre échantillon de au moins 10 professionnels de chaque établissement
dans un total 124 travailleurs (75 hommes - 60,48% et 49 femmes - 39,52%). On a réalisé 258
prélèvements aux pieds des travailleurs et on a effectué en simultané la validation par
contamination fongique de l’environnement par 50 prélèvements de l’air et par 120 prélèvements
de surfaces (60 avant et 60 après des lavages et des désinfections) et on a effectué leur
traitement en laboratoire et l’identification fongique. On a fait aussi l’évaluation des variables de
l’environnement, la température, l’humidité relative et la vitesse de l’air. On a remplie 10 tableaux
xxix
d’observation, avec l’objective d’obtenir des informations sur les variables qu’influenceront
l’exposition occupationnel aux souches fongiques, et encore 124 tableaux d’observation liée au
prélèvement du matériel biologique, pour réaliser le registre des professionnels avec des lésions
et des autres informations pertinentes pour une analyse laboratoire. Tous ces 124 travailleurs ont
rempli un questionnaire au même temps que les prélèvements biologiques, afin de connaître
quelques variables individuels et professionnels importants pour cet étude.
Dans un des établissements on a aussi étudié les différences fongiques des surfaces
parmi avant et après les lavages et de la désinfection et encore parmi l’Été et l’Hiver. Dans ce
même établissement on a réalisé 36 prélèvements des surfaces avant et 36 après des lavages et
de la désinfection, pendant 6 jours différents de la semaine, pendant 6 semaines en chaque
saison de l’année, dans un total de 72 prélèvements des surfaces.
On a encore crié et appliqué une méthode pour établir un standard d’exposition
professionnelle au fungi sur les surfaces, afin de permettre la définition des niveaux semi
quantitative d’estimation des risques d’infection fongique des travailleurs des gymnases avec des
piscines. Pour le critère de Gravité, il a été considéré que la gravité de la contamination, et donc
les possibles dommages, est étroitement liée aux espèces fongiques impliquées. Nous avons
calculé la moyenne de la contamination fongique par chaque établissement avant le lavage et la
désinfection afin d'établir les niveaux de Fréquence et, par rapport à l'Exposition, ont été crées
pour regrouper les intervalles d'heures hebdomadaires consacrées à l'activité professionnelle en
question.
Sur les 124 travailleurs qui ont participé à l'étude, 58 (46,8%) avaient des lésions visibles.
Parmi ces 58, les Levures ont été les plus isolées (41,4%), suivis par des Dermatophytes (24,1%)
et des Filamenteux Non Dermatophytes (6,9%). Candida parapsilosis and Rhodotorula sp. ont
été les Levures les plus fréquemment isolées (20,2%); dans le cas des Dermatophytes,
Trichophyton rubrum est le plus fréquent (55,5%) et pour les Filamenteux Non Dermatophytes,
Penicillium sp. a été le plus isolé (15,6%), suivi par Fusarium sp. (12,5%).
En ce qui concerne la contamination fongique des surfaces, 37 champignons filamenteux
ont été isolés. Le genre Fusarium est le plus fréquent avant et après le lavage et la désinfection
(19,1% - 17,2%). Pour la levure, 12 levures différentes ont été identifiées, ayant été
Cryptococcus sp. (40,6%) et Candida sp. (49,3%) les plus fréquents avant et après le lavage et la
désinfection, respectivement.
En ce qui concerne la contamination fongique de l'air, on a identifié 25 différents
champignons filamenteux, où les 3 genres les plus fréquemment isolés étaient Cladosporium
(36,6%), Penicillium (19,0%) et Aspergillus (10,2%). Pour les levures, il a été identifié le genre
xxx
Rhodotorula (87,5%) et les espèces Trichosporon mucoides et Cryptococcus unigutulattus
(12,5%).
On a vérifié une association, au niveau de signification de 5%, entre les lésions visibles
et les heures hebdomadaires et entre les lésions visibles et la durée d’occupation, ce qui
confirme l'influence de la durée de l'exposition aux facteurs de risque (contamination fongique
dans le milieu de travail) pour la présence des lésions visibles chez les travailleurs exposés
(Tinea pedis et onychomycose), en démontrant une relation entre l'exposition au facteur de
risque dans ces études - l'exposition professionnelle aux champignons - avec les effets sur la
santé.
Les variables environnementales évalué (température, humidité relative et la vitesse de
l'air) ne modifient pas la contamination fongique de l'air et des surfaces; donc, n'a pas été
démontré aucune relation statistiquement significative (p>0,05). Cependant, il y a une influence
du nombre d'occupants qui ont participé à chacun des établissements en moyenne des unités
formant colonie par mètre carré sur la surface avant le lavage et la désinfection. Il n'y avait pas
de corrélation entre les résultats quantitatifs de la contamination fongique de l'air et des surfaces
des 10 établissements surveillés, cependant il existe des différences importantes, au niveau de
signification de 10% entre la contamination fongique des surfaces et de la contamination
fongique de l'air (p <0,1), on a constaté que malgré 50% des niveaux les plus bas étaient plus
élevés dans la contamination fongique de l'air, la contamination fongique des surfaces présentée
une plus grande variabilité quantitativement.
En ce qui concerne les différences de la contamination fongique des surfaces dans les
10 établissements entre avant et après le lavage et la désinfection, il y avait seulement une
réduction significative (p<0,05) de la contamination fongique après le lavage et la désinfection
dans les balnéaires et vestiaires pour les hommes par rapport aux levures.
Lors de l'établissement choisi, on a constaté que le rapport entre la contamination
fongique et la température et l'humidité relative n'était pas significatif (p>0,05) dans les deux
saisons et aussi on n’a pas observé l'influence des occupants en moyenne des unités formant
colonie par mètres carrés de surfaces avant le lavage et la désinfection dans les deux saisons de
l'année.
Dans presque toutes les situations ou on a vérifié des différences significatives entre les
deux saisons, il ya eu une augmentation des unités formant des colonies par mètre carré en
Hiver, à l'exception du total des unités formant des colonies par mètre carré avant le lavage et
désinfection dans les balnéaires et vestiaires des hommes où il y a eu une augmentation en Été.
On a également été constaté que seulement a eu une réduction de la contamination des
xxxi
champignons après la désinfection de l'escalier d'accès en Hiver et dans les balnéaires et
vestiaires des hommes en Été.
Avec la méthode pour établir standard d’exposition professionnelle au fungi sur les
surfaces on a obtenu dans les 10 établissements, avec le Niveau de Risque Faible de 65 places
(54,2%), avec le Niveau de Risque Moyen 23 places (19,2%) et 32 places avec le Niveau de
Risque Élevé (26,6%). Près du jacuzzi et près de la piscine sont les lieux avec des plus
évaluations de Niveau de Risque Élevé. Lors de l'établissement choisi, il a été constaté que,
dans l'Été, après le lavage et la désinfection, un plus grand nombre de places évaluées comme
présentant un Niveau de Risque Élevé et en Hiver on a constaté la situation inverse avec de
nombreux points de Niveau de Risque Élevé avant le lavage et la désinfection. A côté de la
piscine et les escaliers ont été les lieux avec plus grands classifications de Niveau de Risque
Élevé en Été et en Hiver.
On a isolé, chez les travailleurs, des champignons communs aux isolés sur les surfaces.
Avant le lavage et la désinfection, 30,3% des champignons ont été isolés sur les travailleurs et
sur les surfaces et, après ces procédures, 45,5% des champignons ont été isolés fréquemment.
Les levures les plus souvent isolées et les plus fréquentes avant et après le lavage et la
désinfection des surfaces, et aussi dans les résultats d'échantillons biologiques prélevés sur les
travailleurs, étaient du genre Rhodotorula et les espèces de Candida parapsilosis, ce qui permet
confirmer que l'infection fongique des travailleurs est liée à la contamination fongique des
surfaces.
On a conclu qu’il est nécessaire l'intervention en Santé Occupationnelle sous la
surveillance de l'environnement et sous la surveillance de la santé, afin de réduire la prévalence
des infections fongiques. Pour atteindre cet objectif, nous suggérons la mise en oeuvre de
mesures préventives, y compris: le contrôle de la contamination fongique des surfaces par des
méthodes de lavage et de désinfection afin de minimiser la contamination fongique des surfaces,
l'identification précoce de l'infection avec des prélèvements biologiques périodiques, notamment
un protocole pour la surveillance de la santé, et aussi la conscience du sens de l'hygiène
personnelle et le traitement des pathologies.
La méthode mise en place pour l’établissement d’un standard d’exposition
professionnelle au fungi sur les surfaces, servira à estimer non seulement le risque d'infection
fongique des travailleurs dans les gymnases avec des piscines, mais aussi pour faciliter
l'établissement de valeurs de référence de champignons, l'application des mesures correctives
immédiates et appropriées, et aussi la prévention des infections fongiques, non seulement dans
les gymnases avec piscine, mais aussi dans d'autres contextes professionnels. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/5390 |
| Appears in Collections: | ENSP: SO - Teses de Doutoramento
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