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http://hdl.handle.net/10362/4406
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| Title: | Epidemiologia e Saúde Públi |
| Other Titles: | Epidemiology and Public Health |
| Authors: | Briz, T |
| Keywords: | Epidemiologia Saúde Pública conhecimento científico gestão e comunicação de riscos administração em Saúde Pública Epidemiology Public Health scientific knowledge risk management and communication administration in Public Health |
| Issue Date: | 1-Jan-2009 |
| Publisher: | Escola Nacional de Saúde Pública |
| Series/Report no.: | Revista Portuguesa de Saúde Pública |
| Abstract: | RESUMO - Visa-se explicitar a origem, a razão de ser, a natureza e o que se
perspectiva da relação entre a Epidemiologia e a Saúde Pública, através de uma
leitura histórica. As duas entidades foram-se definindo e fazendo sentido em
conjunto, com sucessos e, também, muita polémica, desde há milénios e até meados
do século XIX. Nesta época, uma combinação de circunstâncias proporcionou-lhes
uma explosão de crescimento e de definição, de par com várias outras áreas
disciplinares. Desde o antigo relato bíblico de como boa alimentação explica o
bom estado de saúde, até à valorização científica das condicionantes sociais e
económicas da saúde por Marmot e Rose, passando por «miasmas» causando doença e
pela deslocação do conceito de risco individual de saúde para o de risco
populacional — com as implicações inerentes a essa importante inovação —, este
percurso permite identificar as fundações de tão notável simbiose, explicar o
estado presente, vê-la evoluir e achar nela o significado do património hoje
disponível, e o que ele promete. Algumas discrepâncias quanto à designação dos
seus métodos, bem como a contínua discussão quanto à sua verdadeira natureza e
orientação futura, atestam a juventude da Epidemiologia como disciplina
científica. Entretanto, a Saúde Pública esforça-se por manter a sua essência
integradora, à medida que outras disciplinas contribuem mais para que concretize
os seus objectivos; é desafiada pela exposição das populações, em larga escala,
a factores de doença, por vezes de intensidade mínima, e pelo surgimento de
novas doenças ou a ampliação do volume de outras na população, muitas vezes não
respeitando fronteiras. A história dessa simbiose mostra bem que conhecer o modo
como uma doença se origina permite controlá-la na população, ou mesmo evitá-la,
e que é grande o número de problemas que, em sinergia, as duas disciplinas podem
clarificar e resolver. Assim, a Epidemiologia oferece à Saúde Pública
explicações (olhos, inteligência e linguagem) para os problemas de saúde das
populações — o que permite à segunda saber sobre o quê agir —, cenários de
possível evolução dos problemas — o que permite aos decisores optarem em função
de diferentes pressupostos, sobre como agir — e capacidade de juízo sobre os
resultados das acções empreendidas, em simultâneo com a elevação do nível de
consciência, de compreensão e de intervenção quanto ao que se está a passar,
tanto pelos profissionais, como pela população — transferência do conhecimento.
Facilmente se antecipa que a relação entre as duas disciplinas irá evoluir para
maior complexidade e, também, solicitação e exigência da Saúde Pública sobre a
Epidemiologia, que terá que corresponder em utilidade. E esta, continuando a
subespecializar-se e a sofisticar-se tanto nos métodos, como nos enfoques sobre
categorias específicas de factores, precisará de progredir muito na gestão da
sua consistência enquanto corpo de conhecimento integrado e com peculiaridades
metodológicas, à semelhança da Saúde Pública.O modo como evoluirá a relação
entre ambas depende ainda da evolução dos próprios problemas, conceitos, teorias
e soluções relacionados com a saúde das populações, e ainda do desenvolvimento
das demais disciplinas chamadas à integração por ambas, para enfrentarem esses
desafios. Nomeadamente, a Epidemiologia terá que gerir com perícia dificuldades
já identificadas, como: incorporar métodos qualitativos de investigação na sua
fortíssima tradição e cultura quantitativa; operacionalizar satisfatoriamente o
conceito de «risco atribuível na população», ao serviço da definição de
prioridades de acção dirigida às necessidades de saúde; aperfeiçoar modelos de
interpretação causal que respeitem a multicausalidade; aproveitar as técnicas
estatísticas de análise multivariada, sem se perder na abstracção dos seus
modelos; desenvolver a investigação nas dimensões positivas de saúde, além da
doença, para contribuir melhor para a realização da Saúde Pública, sua principal
cliente e fornecedora de oportunidades.--------------------------ABSTRACT - The
aim of the author is to explicit the origin, the rationale, the nature and the
prospects of the relationship between Epidemiology and Public health, through an
historic approach. The two entities have been defining and making sense
together, by achieving successes, but also with much controversy, since
millennia ago, until mid XIX century. A combination of circumstances provided
them the opportunity for an explosion of growth and definition, then, alongside
several other disciplines. From the ancient biblical report on how good food
explains good health, up to the scientific appreciation of both social and
economical constraints to health by Marmot and Rose, passing through «miasma»
causing disease and through displacing from individual health risk to population
risk — with the inherent implications of that important innovation —, this route
allows the identification of the foundations of such remarkable symbiosis, the
explanation of current status, to see its evolution and find in it the meaning
of today’s heritage and what it promises. Some discrepancies on the name of its
methods, as well as the continuing discussion about its true nature and future
orientation, attest Epidemiology’s youth as a scientific discipline. Meanwhile,
Public Health strives to keep its integrating essence, while other disciplines
increasingly contribute so that it achieves its objectives; it is challenged by
large scale population exposure to disease factors, sometimes with a minimum
intensity, and by new diseases emerging in the population or by old ones getting
amplified, often not respecting regions boundaries. The history of such a
symbiosis shows that knowing the way a disease is generated allows to control it
in the population, or even to avoid it, and that the number of problems that the
two disciplines are able to clarify and solve together in synergy is
considerable. Therefore, Epidemiology offers Public Health explanations (eyes,
intelligence and language) for populations’s health problems — allowing that the
latter knows on what to act —, scenarios on how problems may tend to evolve —
allowing decision-makers to make their choices as a function of different
assumptions, on how to act — and judgement capabilities on the results of
already undertaken actions, accompanied by the raising of conscience level,
understanding and intervention of what is going on by both professionals and the
population – knowledge transfer. It is easy to anticipate that the relationship
between both disciplines will develop towards increasing complexity and demand
from Public Health to Epidemiology, and that this one will have to correspond in
usefulness. And the latter, while continuing its subspecialisation and
sophistication either in its methods, or in its approaches to specific factor
categories, will need to progress in managing its consistency as an integrated
body of knowledge having methodological peculiarities, similarly to Public
Health. Further, the way the relationship between both will evolve depends on
the evolution of the problems themselves, of the concepts, theories and
solutions related to the health of populations, and on the development of
remaining disciplines called to integration by both, in other to face those
problems. Namely, Epidemiology will have to manage with expertise some already
known difficulties, as: the inclusion of qualitative research methods in its
very strong quantitative tradition and culture; to grant satisfactory operation
to the «population attributable risk» concept, in support to the definition of
action priorities envisaging health needs; to improve causal interpretation
models that comply with multicausality; to take advantage of multivariate
statistical techniques, without get |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/4406 |
| ISSN: | 0870-9025 |
| Appears in Collections: | ENSP: PC - Artigos em revistas científicas nacionais com arbitragem científica
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