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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10362/3344

Title: Contributo dos músculos respiratórios para a fisiopatologia da hipercápnia na doença pulmonar crónica estabilizada : parte 3 = The role of the respiratory muscles in the pathophisiology of chronic hypercapnia in clinically stable chronic obstructive pulmonary diseases: part 3
Authors: Bárbara, Cristina
Carmo, Miguel Mota
Gonçalves, Isabel
Rendas, António Bensabat
Ávila, Ramiro
Correia, Iolanda
Santos, Rosa
Canteiro, Maria Camila
Keywords: Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
Fisiopatologia da Hipercápnia
Músculos Respiratórios
Issue Date: 2001
Publisher: Sociedade Portuguesa de Pneumologia
Abstract: Este trabalho resultou de um projecto de parceria entre o Departamento de Pneumologia do Hospital de Pulido Valente e o Departamento de Fisiopatologia da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa e constituíu a dissertação de doutoramento do seu primeiro autor. Debruça-se sobre a importância dos músculos respiratórios no ecodir da hipercápnia crónica na fase avançada da história natural da doença pulmonar obstrutiva crónica. (...)]. Os doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) podem desenvolver hipercápnia crónica em dado momento da sua história natural, correspondendo o aparecimento desta condição a uma fase de maior gravidade clínica. Os mecanismos fisiopatológicos que levam à hipercápnia crónica são ainda hoje incompletamente compreendidos. Apesar da retenção de CO2 estar na dependência da gravidade da obstrução das vias aéreas, existe uma variabilidade considerável na relação entre os valores de PaCO2 e o volume expiratório forçado em um segundo (FEV1). Existem outros factores, como alterações de ventilação-perfusão, perturbações do comando ventilatório, fraqueza dos músculos respiratórios, o próprio padrão respiratório e a hiperinsuflação pulmonar, que têm sido referidos como condicionadores de retenção de dióxido de carbono. Este estudo teve como objectivo avaliar o contributo dos músculos respiratórios para a fisiopatologia da hipercápnia na DPOC estabilizada. Para isso estudámos a 'drive' ventilatória, o padrão respiratório, as trocas gasosas e a força dos músculos respiratórios em 50 doentes com DPOC (sendo 27 normocápnicos e 23 hipercápnicos). Os resultados foram comparados com um grupo controle constituído por 17 indivíduos sem doença cardiorespiratória. Os volumes pulmonares foram avaliados por pletismografia. O volume de gás intratorácico (TGV) foi utilizado como a medição mais aproximada da capacidade residual funcional (FRC). A obstrução das vias aéreas foi avaliada mediante a determinação dos débitos forçados e da condutância específica (SGaw). O estudo do controle da ventilação assentou na determinação em repouso da pressão de oclusão (P0,1) da ventilação minuto (V'E) e ainda na variação destas variáveis pelo estímulo hipercápnico, de acordo com o método de Read. O padrão respiratório foi avaliado por determinação do tempo inspiratório (Ti), do tempo total do ciclo respiratório (Ttot), volume corrente (VT), e relação VD/VT. Avaliámos as trocas gasosas por determinação do coeficiente de transferência para o monóxido de carbono (TL/VA) e também pela gasometria arterial. A força dos músculos respiratórios foi avaliada por recurso a testes dependentes e não dependentes da vontade. Dentre os primeiros, utilizámos as pressões máximas estáticas ao nível da boca e a técnica do sniff nasal, com medição subsequente das pressões a nível nasal, esofágico e gástrico. A estimulação magnética cervical do nervo frénico foi a única técnica utilizada não dependente da vontade. Os doentes hipercápnicos apresentaram graus mais acentuados de obstrução das vias aéreas e de hiperinsuflação relativamente aos doentes normocápnicos. Revelaram também menor capacidade para desenvolver pressões respiratórias, tanto pelos testes dependentes como pelos não dependentes do esforço. Contudo ambos os grupos de doentes apresentavam níveis elevados de P0,1 relativamente ao grupo controle. Como as pressões desenvolvidas estão dependentes do grau de hiperinsuflação, a fim de compararmos normocápnicos com hipercápnicos, anulando as diferenças decorrentes do grau de hiperinsuflação, procedemos ao emparelhamento dos doentes pelo grau de hiperinsuflação, tendo obtido dois subgrupos de doentes (n=15) com graus idênticos de hiperinsuflação. A comparação destes subgrupos de doentes demonstrou que eram idênticos no controle de ventilação e padrão respiratório, diferindo apenas na capacidade de difusão para o monóxido de carbono e nas pressões geradas por estimulação magnética cervical dos nervos frénicos. Relativamente a estas duas avaliações, os doentes hipercápnicos apresentaram valores inferiores aos dos normocápnicos. A fim de avaliar a correlação entre a PaCO2 e a função pulmonar, a drive ventilatória e a função dos músculos respiratórios, efectuámos uma correlação linear de Pearson. Posteriormente procedemos a uma análise de regressão múltipla que determinou que o grau de obstrução das vias aéreas (FEV1) e a reserva de pressão potencialmente disponível para o acto inspiratório (P0,1/PImax) eram os principais determinantes do nível da PaCO2 em repouso. Este estudo demonstrou que a drive central se encontrava aumentada nos doentes com DPOC, encontrando-se bem preservada nos doentes hipercápnicos. Estes doentes contudo tinham uma reduzida capacidade do diafragma para gerar pressões subsequentes à estimulação magnética dos nervos frénicos, sugerindo que possa ser ela o mecanismo promotor da hipercápnia crónica.
Description: Rev Port Pneumol. VII(2): 234-250, 2001
URI: http://hdl.handle.net/10362/3344
Appears in Collections:FCM: Fisiopatologia - Artigos em revista nacional com arbitragem científica

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