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http://hdl.handle.net/10362/2387
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| Title: | Gestão de veículos em fim de vida: do contexto internacional à realidade portuguesa |
| Authors: | Rosa, João Filipe Caetano |
| Advisor: | Santos, Rui |
| Issue Date: | 2009 |
| Publisher: | FCT - UNL |
| Abstract: | Neste trabalho estuda-se a forma como a gestão do final de vida dos veículos é
abordada no contexto internacional e numa realidade mais específica como é a
portuguesa. Pretende-se analisar as consequências que a regulação, e especificamente a
aplicação da Responsabilidade Alargada do Produtor, tem na gestão deste tipo de
resíduos. A compreensão do modo como internacionalmente se encara o problema do
tratamento e valorização dos Veículos em Fim de Vida é também apontado como
objectivo. Em relação ao contexto português, pretende-se estudar as suas principais
características e, através dos conhecimentos adquiridos na análise internacional,
incrementar o seu desempenho.
O estudo analisou a União Europeia e o Japão, por serem regiões nas quais a gestão de
Veículos em Fim de Vida foi alvo de regulação, e os Estados Unidos da América, onde
as leis de mercado são o único factor a influenciar esta actividade. Constatou-se que o
principal problema na valorização dos Veículos em Fim de Vida é o processamento da
fracção composta por resíduos de fragmentação, constituindo aproximadamente 20 a
25% da massa total da viatura. O programa japonês é o mais eficaz não só no incentivo
à inovação e ao design para final de vida como também à prevenção e redução de
resíduos. Na União Europeia existem maiores dificuldades em promover estas práticas,
sendo os Estados Unidos a região onde se verificam menos incentivos. Verificou-se
também que a responsabilização do produtor garante o tratamento e a valorização deste
tipo de resíduos, permitindo que o eco-design e design para o final de vida sejam
estimulados. A responsabilização financeira do produtor é um factor determinante para
que se observe o estímulo a estas práticas.
No que diz respeito a Portugal, verificou-se que o sistema que financia a gestão de
Veículos em Fim de Vida estimula de forma deficiente a prevenção e as práticas de
design para final de vida. A presença de operadores ilegais e a falta de competição são
também apontados como principais ameaças à viabilidade do programa. Para melhorar o
seu desempenho propôs-se a responsabilização financeira dos produtores apenas para a
fracção do veículo com maior dificuldade em ser valorizada; a diferenciação da
prestação paga pelos produtores pela gestão dos seus veículos; o alargamento às outras
categorias das medidas aplicadas às três classes focadas pela Directiva 2000/53/CE e a
criação de uma ou mais entidades que façam a gestão deste tipo de resíduos. |
| Description: | Dissertação apresentada para a obtenção do grau de Mestre em Engenharia Ambiente, pela Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências e tecnologia |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/2387 |
| Appears in Collections: | FCT: DCEA - MA Dissertations
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