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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10362/1948

Título: O ensino da Física em Portugal na sequência da reforma de 1947
Autor: Silva, Filipa Alexandra Guimarães Godinho
Orientador: Teodoro, Vítor
Carneiro, Ana
Issue Date: 2008
Editora: FCT - UNL
Resumo: O presente trabalho tem por tema o ensino da Física em Portugal na sequência da reforma de 1947, através da análise da legislação em vigor, do livro único da disciplina para os cursos geral e complementar, do guia de trabalhos práticos do curso complementar, e dos relatórios dos professores para a Inspecção do Ensino Liceal. O período em estudo engloba o final do Estado Novo. A visão dominante do ensino era, no essencial, uma visão elitista, com práticas educativas autoritárias, promovendo uma ideologia nacionalista e fechada ao mundo e à cultura científica e tecnológica. Apesar das condições sociais e políticas da época, ocorreram algumas alterações significativas na estrutura do ensino liceal, e, em particular, no ensino da Física, que passou a ter trabalhos experimentais de carácter obrigatório, avaliados em exame prático final. A análise da legislação, dos programas e dos manuais revelou que o tratamento dado aos diversos assuntos é essencialmente descritivo; a linguagem utilizada é adaptada à faixa etária dos alunos, apesar de, por vezes, o conhecimento ser veiculado de forma confusa ou incompleta; as actividades experimentais são apresentadas de modo descritivo, informativo e não investigativo; finalmente, a História da Física é entendida como uma sequência de feitos de homens geniais. No curso complementar, remete-se as experiências para as aulas de Trabalhos Práticos, que se revelam importantes por permitirem aos alunos a execução das experiências, o desenvolvimento de espírito crítico, de observação e de iniciativa. Da análise dos relatórios dos professores verifica-se que, no curso geral, é aplicado o método indutivo e no complementar o expositivo. Os programas são considerados extensos e de difícil cumprimento. A dimensão das turmas, as restrições de material, a extensão e vastidão dos programas, contribuem para que o ensino seja repetitivo, livresco e considerado difícil, pelos alunos. Numa época em que ocorrem importantes mudanças sociais, o ensino da Física mantém, sensivelmente, as mesmas características e os mesmos conteúdos. Exceptuando a introdução de Trabalhos Práticos, não ocorreu qualquer evolução significativa nas metodologias aplicadas em sala de aula o que é consonante com as imposições de um regime autoritário que pretende que a sociedade portuguesa se mantenha fechada à inovação científica, tecnológica e didáctica
Descrição: Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de Mestre em Física Laboratorial, Ensino e História da Física
URI: http://hdl.handle.net/10362/1948
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