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http://hdl.handle.net/10362/1785
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| Title: | Tratamento de efluentes resultantes da exploração de urânio |
| Authors: | Sequeira, Cláudia Derboven |
| Advisor: | Amaral, Leonor |
| Issue Date: | 2008 |
| Publisher: | FCT - UNL |
| Abstract: | Após um século de exploração mineira em Portugal, nomeadamente de componentes
radioactivos, como o urânio, rádio, polónio, entre outros, resultaram muitas minas,
escombreiras de minério pobre e de estéreis, bacias de rejeitados, eiras de efluentes e
lamas resultantes de processos de decantação de efluentes.
Por outro lado, no cenário internacional, aposta-se na produção de energia com recurso à tecnologia nuclear. Esta situação tem vindo a aumentar o valor comercial do urânio e, em Portugal, têm surgido interesses para retomar a exploração mineira deste elemento.
Tanto na componente de reabilitação das áreas mineiras abandonadas, como na vertente
de uma futura exploração mineira de urânio, o tratamento dos efluentes resultantes dos
processos produtivos assume-se como um elemento determinante. Estes efluentes
apresentam-se muitas vezes contaminados com urânio e rádio, no entanto, apresentam
também outros subprodutos, representando graves impactes no ambiente em geral e,
consequentemente, acarretando problemas de saúde pública.
Neste campo, verifica-se uma grande diversidade de métodos de tratamento para
aplicação nos efluentes gerados por esta actividade produtiva. Estes métodos deverão
ser aplicados, tendo em consideração as características dos efluentes a tratar, de modo a dar cumprimento aos valores de descarga presentes na legislação.
De um modo geral, aplicam-se métodos de tratamento activos durante o período de
produção e, após encerramento e fase de monitorização, são maioritariamente aplicados
processos passivos no tratamento do efluente gerado.
Os sistemas de tratamento activos abordados incluem neutralização, precipitação (com
cloreto férrico e/ou cloreto de bário), adsorção através de hidróxido de magnésio
hidratado, tecnologias de membranas (nanofiltração e osmose inversa), troca iónica. Os sistemas de tratamento passivos recorrem a leitos de macrófitas, barreiras permeáveis reactivas, barreiras biológicas e imobilização.
Muitas vezes verifica-se a necessidade de conjugar mais que uma tecnologia de
tratamento para a remoção dos contaminantes do efluente, de modo a cumprir o disposto
na legislação. |
| Description: | Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, Perfil Sanitária |
| URI: | http://hdl.handle.net/10362/1785 |
| Appears in Collections: | FCT: DCEA - MA Dissertations
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