<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0">
  <channel>
    <title>DSpace Collection: PPS</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/4177</link>
    <description>PPS</description>
    <pubDate>Fri, 24 May 2013 08:08:45 GMT</pubDate>
    <dc:date>2013-05-24T08:08:45Z</dc:date>
    <item>
      <title>Promoção da saúde mental em espaço urbano</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10362/9264</link>
      <description>Title: Promoção da saúde mental em espaço urbano
Authors: Gomes, José Carlos Rodrigues
Abstract: RESUMO: A saúde pública deve estar atenta aos contextos e às mudanças sociais, políticas,&#xD;
económicas, científicas e tecnológicas com que se confrontam constantemente as&#xD;
comunidades, particularmente em situações de grandes transformações como o&#xD;
momento que a União Europeia atravessa. A urbanização é provavelmente a mudança&#xD;
demográfica mais importante das últimas décadas. Tendo importantes repercussões&#xD;
sobre a saúde mental, é importante desenvolver a investigação neste domínio, de&#xD;
forma multidisciplinar e integrando a compreensão dos diferentes determinantes&#xD;
sociais, psicológicos e físicos.&#xD;
As políticas de saúde mental tornaram-se uma parte importante da política social e da&#xD;
sociedade de bem-estar, em particular se considerarmos a urbanização das nossas&#xD;
comunidades. Considerar a saúde mental em espaço urbano é fundamentalmente&#xD;
estudar como um espaço particular pode influenciar a saúde.&#xD;
Baseado nesta reflexão, desenvolveu-se uma investigação participada de base&#xD;
comunitária, com recurso a uma metodologia de estudo de caso. Recorreu-se a&#xD;
dezenas de documentos de referência local, registos em arquivo, à observação direta,&#xD;
à observação participante e à observação in loco do espaço urbano. Foi utilizada uma&#xD;
amostragem em bola de neve, estratificada, para selecionar 697 habitantes de uma&#xD;
cidade da área metropolitana de Lisboa. Estes habitantes foram entrevistados por 42&#xD;
entrevistadores, previamente formados, assim como foram enviados questionários online&#xD;
dirigidos aos professores (196) e aos Técnicos Superiores de Serviço Social (12)&#xD;
em exercício no espaço urbano em estudo, para a caraterização sociodemográfica e&#xD;
para avaliação de indicadores de saúde, de indicadores relacionados com a saúde e&#xD;
de indicadores estruturais de saúde mental.&#xD;
Os resultados mostraram um espaço urbano promotor de saúde estrutura-se para&#xD;
capacitar os seus cidadãos a se integrarem ativamente no funcionamento da sua&#xD;
comunidade. Foram identificadas algumas caraterísticas como 1) o início do processo&#xD;
de promoção da saúde mental ser o mais precoce possível; 2) a participação&#xD;
comunitária ativa, num sentimento de segurança individual e comunitária, envolvendo&#xD;
estruturas governamentais e não-governamentais; 3) a solidariedade e a inclusão,&#xD;
promovendo o voluntariado e a promoção do suporte social e desenvolvendo a coesão&#xD;
social; 4) o reconhecimento das necessidades expressas pelos habitantes; 5) a&#xD;
identificação de respostas para a conciliação entre vida pessoal, familiar e profissional;&#xD;
6) as estruturas de acompanhamento dos grupos sociais mais desfavorecidos; 7) as&#xD;
estratégias de combate ao isolamento envolvendo a população sénior e outros grupos&#xD;
minoritários ativamente no processo de reorganização do seu funcionamento social; 8)&#xD;
uma efetiva governança e gestão relacional por parte dos poderes locais, centrando a&#xD;
vida quotidiana da comunidade nas pessoas.&#xD;
A investigação participada de base comunitária constitui um instrumento útil e eficaz&#xD;
no desenho de planos locais de promoção da saúde mental para encontrar respostas&#xD;
ao desafio em saúde pública: a saúde mental e a urbanização.; RESUMÉ: La santé publique doit être consciente des contextes et des changements sociaux,&#xD;
politiques, économiques, scientifiques et technologiques qui confrontent constamment&#xD;
nos communautés, particulièrement dans les moments de grandes transformation,&#xD;
comme celui que l'Union Européenne traverse. L'urbanisation est probablement le&#xD;
changement démographique le plus important dans les dernières décennies. Ayant&#xD;
d’importante répercussions sur la santé mentale, il est nécessaire de développé la&#xD;
recherche dans ce domaine, de façon pluridisciplinaire et intégrant une compréhension&#xD;
des différents déterminants sociale, psychologique et physique.&#xD;
Les politiques de santé mentale sont devenus une partie importante de la politique&#xD;
sociale et du bien-être, surtout si l'urbanisation de nos communautés est tenue en&#xD;
compte. Considérer la santé mentale dans les zones urbaines c’est essentiellement&#xD;
étudier comment un espace particulier peut influencer la santé.&#xD;
Tenant en compte ces considérations, nous avons développé un programme de&#xD;
recherche communautaire participative, en utilisant une méthodologie d’étude de cas.&#xD;
Nous avons analysé des dizaines de documents de référence locaux, des dossiers&#xD;
d’archives, l'observation directe, l’observation participante et l'observation in-situ de&#xD;
l'espace urbain. Un échantillonnage en boule de neige, stratifié, a été utilisé pour&#xD;
sélectionner 697 habitants d'un territoire d'une ville métropolitaine de Lisbonne. Ces&#xD;
habitants ont été interrogés par 42 enquêteurs formés, et nous avons envoyé des&#xD;
questionnaires on-line pour les enseignants (196) et les techniciens des services&#xD;
sociaux (12) agissant dans la région urbaine en étude urbaine pour la caractérisation&#xD;
sociodémographiques et l'évaluation d’indicateurs de santé, et d'indicateur liés à la&#xD;
santé ainsi que des indicateurs structurels de la santé mentale.&#xD;
Les résultats montrent que la ville promotrice de santé mentale se structure de façon à&#xD;
permettre à ses citoyens d'intégrer activement le fonctionnement de leur communauté,&#xD;
compte tenu 1) le processus de promotion de la santé mentale commence le plus tôt&#xD;
possible, 2) la participation communautaire active, qui développe un sentiment et les&#xD;
structures de sécurité de la communauté impliquant les structures gouvernementales&#xD;
et non gouvernementales, 3) la solidarité et l'inclusion, la promotion du bénévolat et la&#xD;
promotion du soutien social et le développement de la cohésion sociale, 4) la&#xD;
reconnaissance des besoins exprimés par les habitants; 5) l'identification des réponses&#xD;
à la réconciliation de la vie individuelle, familiale et professionnelle, 6) des structures&#xD;
de support pour les groupes sociaux défavorisés; 7) des stratégies visant à lutter&#xD;
contre l'isolement des personnes âgées et d’autres groupes minoritaires en les&#xD;
engageant activement dans le processus de réorganisation leur fonctionnement social,&#xD;
8) une gouvernance relationnelle et une gestion efficace par les autorités locales, en se&#xD;
concentrant sur la vie quotidienne des gens de la collectivité. La recherche&#xD;
communautaire participative est un outil utile et efficace pour la conception d’un plan&#xD;
locale de promotion de la santé mentale, possibilitant les moyens de relever ce défi&#xD;
pour la santé publique: la santé mentale e l'urbanisation.; ABSTRACT: Public health should be aware of context and to social, political, economic, scientific&#xD;
and technological changes that are constantly facing communities, particularly in&#xD;
situations of great change as the time the European Union is going through.&#xD;
Urbanization is probably the most important demographic change in recent decades.&#xD;
Having an important impact on mental, it is important to develop research in this field,&#xD;
in a multidisciplinary way and integrating the understanding of the different social,&#xD;
psychological and physical determinants.&#xD;
Mental health policies have become an important part of social policy and societal wellbeing,&#xD;
especially considering the urbanization of our communities. To consider the&#xD;
mental health in urban areas it is essential to study how a particular space can&#xD;
influence health.&#xD;
Based on this consideration, we developed a community-based participatory research,&#xD;
using a case study methodology. We appealed to dozens of local reference&#xD;
documents, records on file, direct observation, participant observation and in-situ&#xD;
observation of an urban space. We used a stratified snowball sampling to select 697&#xD;
inhabitants of a city from Lisbon metropolitan area. These inhabitants were interviewed&#xD;
by 42 interviewers previously trained, and we also sent online questionnaires for&#xD;
teachers (196) and the Social Service Technicians (12) acting in the urban area for a&#xD;
sociodemographic characterization and the assessment of health indicators, healthrelated&#xD;
indicators and structural indicators of mental health.&#xD;
The results show that the health promoter city structure itself to enable its citizens to&#xD;
actively integrate the functioning of their community, considering 1) the process of&#xD;
mental health promotion as early as possible, 2) active community participation,&#xD;
building a sense of personal security and community structures involving governmental&#xD;
and nongovernmental authorities, 3) solidarity and inclusion, promoting volunteerism,&#xD;
promoting social support and developing social cohesion, 4) recognition of the needs&#xD;
expressed by the inhabitants; 5) the identification of responses to the reconciliation of&#xD;
personal, family and professional life, 6) monitoring and enhancing structures to the&#xD;
most disadvantaged social groups; 7) strategies to combat the isolation, involving&#xD;
senior citizens and other minority groups actively in the process of the reorganization&#xD;
their social functioning, 8) an effective relational governance and management by local&#xD;
authorities, focusing on the everyday life of the community people. The communitybased&#xD;
participatory research is a useful and effective tool to design a mental health&#xD;
promotion local plan to find answers for this challenge in public health: mental health&#xD;
and urbanization.; RESUMEN: La salud pública debe tener en cuenta los contextos y los cambios sociales, políticos,&#xD;
económicos, científicos y tecnológicos que nuestras comunidades enfrentan&#xD;
constantemente, particularmente en situaciones de grande cambio como aquel que la&#xD;
Unión Europea está pasando. La urbanización es probablemente el cambio&#xD;
demográfico más importante en las últimas décadas. Teniendo importantes&#xD;
repercusiones en la salud mental, es importante el desarrollo de una investigación&#xD;
multidisciplinar integrando una amplia comprensión de los diferentes determinantes&#xD;
sociales, psicológicos y físicos.&#xD;
Las políticas de salud mental se han convertido en una parte importante de la política&#xD;
social y bienestar de la sociedad, especialmente teniendo en cuenta la urbanización de&#xD;
nuestras comunidades. Considerar la salud mental en las zonas urbanas es&#xD;
esencialmente el estudio de cómo un espacio determinado puede influir en la salud.&#xD;
En base a esta consideración, hemos desarrollado una investigación participativa&#xD;
basada en la comunidad, utilizando una metodología de estudio de caso. Hizo un&#xD;
llamamiento a decenas de documentos de referencia locales, de registros en los&#xD;
archivos, observación directa, observación participante y observación in situ del&#xD;
espacio urbano. Se utilizó una amostragem bola de nieve, estratificada, para&#xD;
seleccionar 697 habitantes de una ciudad del área metropolitana de Lisboa. Estas&#xD;
personas fueron entrevistadas por 42 encuestadores, previamente entrenados. Se&#xD;
envió también un cuestionario on-line para profesores (196) y técnicos de servicio&#xD;
social (12) que actúan en la ciudad en estudio para la caracterización&#xD;
sociodemográficas, y evaluación de indicadores de salud, indicadores relacionados&#xD;
con la salud y los indicadores estructurales de salud mental.&#xD;
Los resultados muestran que la ciudad promotora de salud mental se estructura para&#xD;
permitir a sus ciudadanos que se integren activamente en el funcionamiento de su&#xD;
comunidad, teniendo en cuenta 1) el proceso de promoción de la salud mental, tan&#xD;
pronto como sea posible, 2) la participación activa de la comunidad, con un sentido de&#xD;
seguridad personal de las estructuras y de la comunidad que involucran estructuras&#xD;
gubernamentales y no gubernamentales, 3) la solidaridad y la inclusión, la promoción&#xD;
del voluntariado y la promoción del apoyo social y el desarrollo de la cohesión social,&#xD;
4) el reconocimiento de las necesidades expresadas por los habitantes; 5) la&#xD;
identificación de las respuestas a la conciliación de la vida personal, familiar y&#xD;
profesional, 6) desarrollo de las estructuras de los grupos sociales más&#xD;
desfavorecidos; 7) las estrategias para combatir el aislamiento en la tercera edad y&#xD;
otros grupos minoritarios con un envolvimiento activo en el proceso de reorganización&#xD;
su funcionamiento social, 8) una gobernanza relacional y gestión eficaz de las&#xD;
autoridades locales, centrándose en la vida cotidiana de las personas de la&#xD;
comunidad. La investigación participativa basada en la comunidad es una herramienta&#xD;
útil y eficaz para el diseño de un plan local de promoción de la salud mental que&#xD;
permite respuestas a este reto en salud pública: la salud mental y la urbanización.</description>
      <pubDate>Sun, 01 Jan 2012 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10362/9264</guid>
      <dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Literacia em saúde e alimentação saudável : os novos produtos e a escolha dos
alime</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10362/4264</link>
      <description>Title: Literacia em saúde e alimentação saudável : os novos produtos e a escolha dos
alime
Authors: Luís, L
Abstract: Resumo Com o objectivo de contribuir para entender o nível de literacia em saúde
dos consumidores e verificar a relação entre esta e o comportamento no consumo
de alimentos (consumerismo), foi efectuado um inquérito por questionário que
incluiu a tradução para Português do Newest Vital Sign,© (2008) Pfizer Inc. Used
with permission (NVS). Este instrumento foi aplicado a uma amostra
estratificada, de 384 indivíduos com mais de 15 anos de idade, da região da
Grande Lisboa, distribuída de acordo com o Census 2001. A nível de literacia em
saúde foi avaliado através da versão Portuguesa do NVS que consiste numa
“ferramenta” onde se fornece aos inquiridos uma série de informações
relacionadas com a saúde, nomeadamente a informação nutricional constante de um
rótulo, devendo estes fazer a demonstração das suas capacidades de utilização
dessa informação respondendo a questões. Dos resultados recolhidos verifica-se
que existe uma relação directa entre a literacia em saúde e a escolaridade,
constatou-se ainda uma associação entre a literacia em saúde e o comportamento
consumerista no consumo de alimentos assim como com um comportamento de consumo
pautado pela consciência ecológica. De salientar ainda a relação
estatisticamente significativa entre a literacia em saúde e a neofilia
alimentar. No entanto os indivíduos mais idosos, com menores habilitações
literárias e de menor rendimento são mais neofóbicos Não existe relação entre o
género e a literacia em saúde. O NVS, agora disponível na língua portuguesa,
constitui num contexto de promoção da saúde, uma ajuda em termos de Saúde
Pública. Abstract Aiming to contribute to the understanding of consumer’s health
literacy, and to verify the relation between health literacy and consumerism in
food consumption, a validation of an inquiry, that include the Portuguese
version of the Newest Vital Sign, © (2008) Pfizer Inc. Used with permission
(NVS) was performed. Afterwards this epidemiologic instrument was applied to a
convenience sample (384 individuals, over 15 years old) of the population of
“Grande Lisboa”, distributed accordingly to Census 2001. Health literacy was
evaluated by the Portuguese version of NVS and consists in a tool by which a
number of health-related information, in this case nutritional information
written in a food label, is used to demonstrate one’s ability to use that
information answering to questions. From the results it is possible to verify
that there is a close relation between health literacy and general literacy
(school years), it was also possible to observe an association among health
literacy, consumer behaviour and ecological consumption of food products. It is
of relevance the fact that an association between health literacy and food
neophilia is statistically significant. Nevertheless older individuals, with
lower health literacy and income are the most neophobic. There is no statistical
association between gender and health literacy. The Portuguese version of NVS is
an essential tool to evaluate the population health literacy in a hea</description>
      <pubDate>Fri, 01 Jan 2010 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10362/4264</guid>
      <dc:date>2010-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Prevalência de obesidade infanto-juvenil : associação com os hábitos
alimentares, actividade física e comportamentos sedentários dos adolescentes
escolarizados de Portugal Conti</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10362/4263</link>
      <description>Title: Prevalência de obesidade infanto-juvenil : associação com os hábitos
alimentares, actividade física e comportamentos sedentários dos adolescentes
escolarizados de Portugal Conti
Authors: Ferreira, J
Abstract: RESUMO Nos países industrializados observam-se elevadas prevalências de pré-
obesidade e obesidade em jovens e adolescentes, com consequências negativas para
a saúde. A obesidade é apontada como o distúrbio nutricional mais frequente em
crianças e adolescentes nos países desenvolvidos e é resultado da acumulação
excessiva ou anormal de gordura no tecido adiposo. Segundo a I.O.T.F. considera-
se que uma criança tem pré-obesidade quando o seu percentil de I.M.C. está entre
o p88 e p99 para as raparigas e entre o p90 e o p99 para os rapazes. Considerase
que tem obesidade quando o percentil de I.M.C. é superior ao p99, para ambos os
sexos. A prevalência de pré-obesidade e obesidade em crianças e adolescentes tem
vindo a aumentar a nível mundial a um ritmo alarmante, sobretudo nos países
desenvolvidos e em alguns segmentos de países em desenvolvimento. Estudos
demonstram que a obesidade em crianças e adolescentes se encontra fortemente
correlacionada com o aumento da morbilidade e mortalidade, reflectindo-se numa
variedade de situações patológicas com risco de persistência no adulto. Dada a
sua extrema importância em termos de Saúde Pública, as tendências para a pré-
obesidade e obesidade em crianças e adolescentes devem ser monitorizadas com
especial atenção. Os hábitos alimentares e o gasto energético são factores que
influenciam a obesidade e o seu controlo. Há estudos que concluem que existe uma
associação directa entre estes factos e a presença de obesidade e outros
apresentam conclusões contrárias. Pretendeu-se determinar a prevalência de
excesso de peso (pré-obesidade e obesidade) infantojuvenil em Portugal e
associá-la com os hábitos alimentares, actividade física e comportamentos
sedentários dos adolescentes. A população em estudo é todos os adolescentes, de
ambos os sexos, que frequentam o ensino básico (2º e 3º ciclos) e secundário
oficial de Portugal Continental (n=5708). Todos os elementos em estudos foram
avaliados antropometricamente (peso e altura) e responderam a um questionário de
hábitos alimentares e frequência alimentar, actividade física e comportamentos
sedentários. Como resultados do estudo verificou-se que a prevalência de pré-
obesidade infanto-juvenil em Portugal é de 22,6% e a prevalência de obesidade de
7,8%. Quer a obesidade quer a pré-obesidade apresentam indicadores superiores
nos rapazes (p=0,01) e nos adolescentes mais jovens (p=0,00). Em relação aos
hábitos alimentares estudados é de referir que a frequência de consumo de
refeições fora de casa é muito similar entre o grupo normoponderal e o grupo com
excesso de peso sendo a refeição da ceia consumida por um número muito superior
de adolescentes normoponderais comparativamente com os que apresentam excesso de
peso (p=0,01). Em relação à ingestão de determinados alimentos ou grupos
alimentícios, verificou-se que, regra geral, o consumo de alimentos de
características nutricionais de baixa qualidade (gordura saturada, sal e
açucares simples) era superior no grupo normoponderal comparativamente ao grupo
com excesso de peso (refrigerantes, snacks, fast-food, cereais açucarados,
sobremesas doces) (p&lt;0,05). Em relação à actividade física, o número de horas
semanais de actividade física diminui do grupo normoponderal para o grupo com
excesso de peso. Dentro do grupo com excesso de peso, os obesos apresentam ainda
uma média inferior em relação aos pré-obesos. Poderemos afirmar que quanto maior
o índice de actividade física menor o percentil de I.M.C., mostrando-se assim a
actividade física como um factor protector de um peso saudável (p&lt;0,05). Quando
solicitado que caracterizassem o estilo de vida e a habilidade desportiva,
verificou-se que nos grupos com excesso de peso se caracterizavam em indicadores
mais baixos do que os normoponderais (p&lt;0,05). No que diz respeito aos
comportamentos sedentários, verifica-se que são mais prevalentes nos grupos com
excesso de peso do que no grupo normoponderal (p&lt;0,05). Em conclusão, os
resultados da prevalência de obesidade obtidos assemelham-se aos resultados
obtidos noutros estudos, constituindo um dado revelador de uma situação bastante
preocupante em termos de Saúde Pública. Em relação aos hábitos alimentares as
diferenças não são significativas entre os diferentes grupos (normoponderal,
pré-obesidade e obesidade). A actividade física apresentou-se como um factor
protector do aumento de peso com uma associação directa com o estado nutricional
(I.M.C.). Verificou-se que os adolescentes em Portugal que apresentavam
indicadores mais elevados de actividade física eram aqueles que se encontravam
com peso normal. Os comportamentos sedentários apresentaram-se como um factor
propício ao desenvolvimento do excesso de peso estando directamente relacionados
com o percentil de I.M.C. Os comportamentos sedentários mais frequentes são o
visionamento televisivo e o computador/internet. Assim, poder-se-á fundamentar a
necessidade de medidas interventivas a este nível com o intuito de controlar os
indicadores encontrados. ABSTRACT In the industrialized countries high
prevalences of pre-obesity and obesity are observed in youngsters and
adolescents, with negative health consequences. Obesity is pointed as the most
frequent nutritional disturbance in children and adolescents in developed
countries and results from the excessive or abnormal accumulation of fat in the
adipose tissue. According to the IOTF a child is pre-obese when the BMI
percentile is between p88 and p99 for girls and between p90 and p99 for boys.
Obesity is considered when the BMI percentile is above p99 for both sexes. The
prevalence of pre-obesity and obesity in children and adolescents has been
rising alarmingly worldwide, especially in developed countries and some segments
of developing countries. Studies indicate that obesity in children and
adolescents is strongly associated with increased morbidity and mortality
resulting in a variety of pathological situations with risk of persistence in
adulthood. Given its major Public Health importance, pre-obesity and obesity
trends in children and adolescents should be monitored with special attention.
Eating habits and energy expenditure are factors that influence obesity and its
control. Some studies conclude that there is a direct association between these
factors and the presence of obesity and others present opposite conclusions. It
was intended to determine the prevalence of overweight (pre-obesity and obesity)
in children and youth in Portugal and to associate it with eating habits,
physical activity and sedentary behaviors of adolescents. The population in
study is constituted by all adolescents of both sexes that attend basic (2nd and
3rd grade) and secondary official education of continental Portugal (n=5708).
All participants in study were anthropometrically evaluated (weight and height)
and answered a questionnaire of eating habits and food frequency, physical
activity and sedentary behaviors. The study results indicate a prevalence of
pre-obesity in children and youth in Portugal of 22.6% and a prevalence of
obesity of 7.8%. Both obesity and pre-obesity present higher indicators in boys
(p=0.01) and younger adolescents (p=0.00). In relation to the studied eating
habits it should be noted that the frequency of consumption of meals away from
home is very similar between the normal weight group and the overweight group.
Moreover, the supper meal is consumed by a much larger number of normal weight
adolescents as compared to the ones with overweight (p=0.01). Regarding the
intake of certain foods or food groups, it was found that, in general, the
consumption of foods with characteristics of low nutritional quality (saturated
fat, salt and simple sugars) was higher in the normoponderal group compared with
the overweight group (soft drinks, snacks, fast-food, sugary cereals, desserts)
(p&lt;0.05). In respect to physical activity, the number of weekly hours of
physical activity decreases from the normoponderal group to the group with
overweight. Within the group with overweight, obese subjects also present a
lower average than pre-obese subjects. As we can affirm that the higher the
physical activity index the lower the BMI percentile, physical activity appears
as a protective factor for a healthy weight (p&lt;0.05). When they were asked to
characterize their lifestyle and sports ability, it was found that overweight
groups characterized themselves with lower indicators than the normoponderal
group (p&lt;0.05). Regarding sedentary behaviors, it appears that they were more
prevalent in groups with overweight than in the normoponderal group (p&lt;0.05). In
conclusion, the results of the obesity prevalence attained are similar to the
results obtained in other studies, revealing a very worrying situation in terms
of Public Health. In relation to the eating habits there were no significant
differences between the groups (normoponderal, pre-obesity and obesity).
Physical activity appears as a protective factor from weight gain with a direct
association with nutritional status (BMI). It was found that young people in
Portugal who had the highest indicators of physical activity were those who
presented normal weight. The sedentary behaviors were presented as a factor
conducive to the development of overweight being directly related to the BMI
percentile. The most frequent sedentary behaviors were television viewing and
computer/internet</description>
      <pubDate>Fri, 01 Jan 2010 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10362/4263</guid>
      <dc:date>2010-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Promoção da saúde depois dos 65 anos : elementos para uma política integrada de envelhecimento</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10362/4307</link>
      <description>Title: Promoção da saúde depois dos 65 anos : elementos para uma política integrada de envelhecimento
Authors: Almeida, Mariana Coimbra Ferreira de
Abstract: Resumo - A presente tese explora o contributo de uma abordagem de Promoção da Saúde para o desenvolvimento&#xD;
de uma política integrada relativa ao envelhecimento e às pessoas idosas. Propôs-se, em particular, reunir&#xD;
elementos de apoio à fundamentação de medidas e políticas nacionais promotoras da saúde e&#xD;
bem-estar das pessoas de 65 e mais anos em Portugal.&#xD;
● Delineia-se o enquadramento conceptual - referencial PromS - que clarifica a perspectiva de&#xD;
Promoção de Saúde adoptada. Um entendimento abrangente, positivo e multideterminado da saúde, a par&#xD;
do ênfase nos valores de equidade e de empowerment são alguns dos traços centrais desta abordagem.&#xD;
● Conjugam-se dados empíricos quantitativos e qualitativos, concorrendo para o diagnóstico da situação&#xD;
de saúde da população de 65+ anos em Portugal:&#xD;
  estudo qualitativo explorando as concepções leigas de saúde de pessoas idosas, discutidas em termos&#xD;
de literacia de saúde e de dimensões, determinantes e modos de acção sobre a saúde valorizados;&#xD;
  perfil de saúde da população portuguesa de 65+ anos, caracterizando o seu estado de saúde/ bem-estar&#xD;
e factores (individuais e sociais/ambientais) que o influenciam; recorre a indicadores de diversas fontes,&#xD;
incluindo, quando possível, uma dimensão comparativa com outros grupos etários e outros países europeus;&#xD;
  análise do padrão e magnitude de desigualdades sociais em resultados e determinantes de saúde das&#xD;
pessoas idosas em Portugal (dados do ESS3);&#xD;
  breve análise de medidas/políticas nacionais relevantes para a saúde deste grupo populacional.&#xD;
● Sugerem-se objectivos e áreas prioritárias para a actuação, bem como algumas estratégias e aspectos&#xD;
do dispositivo de intervenção a contemplar na formulação e implementação de uma política nacional de&#xD;
saúde dos idosos.----------------------------Abstract - The thesis explores contributions of a health promotion approach to the development of an integrated&#xD;
ageing policy. More specifically, it offers several elements in support of policies/measures promoting the&#xD;
health and well-being of people aged 65+ in Portugal.&#xD;
● A conceptual framework - PromS - clarifies the health promotion approach adopted, stressing a&#xD;
comprehensive and positive understanding of health and its multiple determinants and emphasising the&#xD;
values of equity and empowerment.&#xD;
● Quantitative and qualitative data are combined to render an assessment of the health situation of the&#xD;
over-65 population in Portugal, comprising:&#xD;
  a qualitative study exploring older people’s lay views on health, discussed in terms of health literacy and&#xD;
favoured health dimensions, determinants and actions;&#xD;
  a health profile of the Portuguese population aged 65 and over, covering health status and well-being&#xD;
and several determining factors (individual and social /environmental); it uses indicators from several&#xD;
sources, including, whenever possible, a comparison with other age groups and other European countries;&#xD;
  an analysis of pattern and magnitude of social inequalities in health outcomes and in the distribution of&#xD;
some of it’s determinants among elderly people in Portugal (ESS3 data);&#xD;
  a brief review of some national policies/measures pertinent to this group’s health.&#xD;
● Objectives and priority areas for action are suggested, along with possible strategies and guidelines on&#xD;
infrastructure and processes regarding the formulation and implementation of a national health policy for&#xD;
older people.</description>
      <pubDate>Thu, 01 Jan 2009 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10362/4307</guid>
      <dc:date>2009-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
  </channel>
</rss>

