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    <title>DSpace Collection:</title>
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    <dc:date>2013-06-19T09:56:20Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10362/9474">
    <title>O regime dialógico na obra de João César Monteiro: matérias e conteúdos de uma prática subversiva</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/9474</link>
    <description>Title: O regime dialógico na obra de João César Monteiro: matérias e conteúdos de uma prática subversiva
Authors: Giarrusso, Francesco
Abstract: A análise da obra de João César Monteiro, enquanto unidade textual plural, implica um trabalho de pesquisa baseado na procura dos loci similes: segmentos dialógicos em que se ouve o eco de outros aglomerados textuais.&#xD;
A procura da cadeia de “textos nos textos” na obra de Monteiro, a análise da tipologia das relações transtextuais e dos lugares onde se manifestam, permitem demonstrar o caráter de palimpsesto que caracteriza o seu cinema.&#xD;
Para que estas relações aconteçam, é necessária a presença de um elemento “estranho”, ou seja, de um outro texto e/ou de um leitor. Trata-se, portanto, de analisar as relações que se instauram entre o(s) indivíduo(s) e os excertos textuais que, para serem ativados, precisam de alguém que os reconheça. Por esta razão, utilizamos o conceito de “leitor empírico” e de “leitor modelo” justificando, desta forma, o trabalho filológico regressivo cuja finalidade é a identificação e interpretação dos elementos dialógicos presentes no universo monteiriano.&#xD;
O sincretismo linguístico e a coexistência de elementos heterogéneos proporcionam, portanto, uma nova perspetiva exegética da obra de Monteiro cuja matéria teórica está relacionada com os conceitos de não-linearidade e leitura vertical, ambos capazes de explicar a natureza profunda dos blocos narrativos autónomos que compõem a narrativa fílmica e que absolvem Monteiro da constrição da verosimilhança.&#xD;
As relações transtextuais e interdiscursivas, fundadas muitas vezes na colisão de elemento antitéticos, geram um complexo universo semântico e icónico cuja força provém do contínuo jogo de similitudes e contrastes que, por sua vez, surgem no seu interior: rede dialógica em que as constantes operações semiósicas dão origem ao círculo perfeito do vai-e-vem, ao eterno retorno de citações, homenagens e paródias, cujo intento é o de subverter todos os nexos lógicos convencionais, os princípios e as normas da cultura dominante que a nossa sociedade aceita, na rigorosa univocidade daqueles. A combinação de elementos aparentemente incompatíveis, como sagrado e profano, popular e erudito, sublime e trivial, tudo reproposto ou alterado por complexas práticas dialógicas leva, mediante a criação de novas relações entre palavras, imagens, sons e fenómenos, à destruição da hierarquia estabelecida dos valores. O ato subversivo monteiriano consiste, portanto, em separar o que é tradicionalmente unido e aproximar o que é geralmente longínquo, de forma a arrombar as restrições do monolinguismo cultural para se abrir à polissemia do mundo.
Description: Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Ciências da Comunicação - Comunicação e Linguagem</description>
    <dc:date>2013-03-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10362/9066">
    <title>Azuis ultramarinos: propaganda colonial nas actualidades filmadas do Estado Novo e censura a três filmes de autor</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/9066</link>
    <description>Title: Azuis ultramarinos: propaganda colonial nas actualidades filmadas do Estado Novo e censura a três filmes de autor
Authors: Ramos, Maria do Carmo Piçarra
Abstract: Esta investigação é um contributo para o estudo sobre como, durante o Estado Novo,&#xD;
Portugal "imaginou" o modelo político colonial através do cinema e como este traduziu ou&#xD;
"criticou" reconfigurações ideológicas. Nesse âmbito analiso as actualidades cinematográficas&#xD;
de propaganda do regime Jornal Português (1938-50) e Imagens de Portugal (1953-70)&#xD;
contrapondo-lhes três filmes de autor censurados: Catembe (1965), Esplendor selvagem (1972)&#xD;
e Deixem-me ao menos subir às palmeiras... (1972).&#xD;
Como é que as actualidades filmadas de propaganda olharam o "modo português de&#xD;
estar no mundo"? E como é que esse olhar cinematográfico se (con)formou em função da&#xD;
ideologia do regime? Por outro lado, quando emerge a geração do Novo Cinema, quais as&#xD;
evidências da (im)possibilidade de um olhar disruptivo, quanto ao memorial fílmico constituído,&#xD;
em obras de autor proibidas?&#xD;
Esta proposta, que pretende reter um "clarão" do "homem imaginado" pelo cinema&#xD;
produzido durante o Estado Novo, dispõe um campo/contracampo que faz imergir o imenso fora&#xD;
de campo. Um "clarão" ilumina a amplitude do que não foi visto pelo cinema-olho accionado ou&#xD;
por um programa político ou por uma sensibilidade de autor. Através de um exercício de&#xD;
"conhecimento-montagem", recrio "imagens-clarão" analisando sequências-monádas e&#xD;
propondo fragmentos dos debates sobre os filmes. Deixo, em aberto, leituras possíveis&#xD;
resultantes da aproximação entre as imagens propostas pela propaganda e as imagens proibidas&#xD;
pela mesma. Como se atraem e/ou se repelem? O "arquivo" que criei através da aproximação de&#xD;
imagens é parcelar - por muitos sentidos que encerre e que simultaneamente abra em termos de&#xD;
leituras possíveis.&#xD;
Sustento que as imagens que olhei, analisei e que, assumindo uma postura ética, quis&#xD;
resgatar da invisibilidade permitem accionar, através da rememoração e da (re)montagem, um&#xD;
conhecimento do colonialismo português, do modo como foi "imaginado" pelo discurso político&#xD;
e de como a ordem do discurso foi questionada a partir de imagens da própria propaganda que,&#xD;
"apesar de tudo", irromperam da realidade escapando à conformação, e por uma "margem" que&#xD;
emergiu no centro - "margem de certa maneira" que acciona o pensamento sobre a realidade&#xD;
colonial.
Description: Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de&#xD;
Doutor em Ciências da Comunicação</description>
    <dc:date>2013-02-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10362/8397">
    <title>A cultura das celebridades e os Jovens: do consumo à participação</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/8397</link>
    <description>Title: A cultura das celebridades e os Jovens: do consumo à participação
Authors: Jorge, Ana Margarida Ferreira Rato
Abstract: Esta tese reporta a investigação sobre a relação dos jovens portugueses com a cultura das celebridades, não presumindo uma posição de fãs mas procurando compreender as suas diferentes posições de audiência. Embora as celebridades tenham raízes culturais profundas, os media elevam o fenómeno a proporções inéditas e o estudo das audiências juvenis, para além dos fãs mais enérgicos, revela as negociações do valor cultural da celebridade no seio das culturas juvenis. Procurámos discutir as implicações destas relações dos jovens com as celebridades em termos das esferas do consumo – de media, de produtos e de estilo de vida – e da cidadania – do envolvimento em questões públicas.&#xD;
Participaram no estudo 48 jovens entre os 12 e 17 anos, dos géneros feminino e masculino, identificados com imagem e pseudónimo escolhidos por si. Foram recrutados num centro de jovens de um bairro social nos subúrbios de Lisboa, numa escola pública e numa privada na capital, e numa escola rural, bem como em blogues de fãs de celebridades (Miley Cyrus, Tokio Hotel, Justin Bieber e da saga Crepúsculo). As metodologias utilizadas foram a entrevista individual semi-estruturada e os grupos de foco, com imagens de casos de celebridades. Foram observados eventos de fãs (ante-estreia de filme, flashmob, encontro de fãs) e foram entrevistados os produtores de media juvenis (revistas, rádio, televisão) e da indústria da música.&#xD;
Esta investigação demonstrou a prevalência das condições sócio-económicas das famílias no consumo de media dos jovens, construindo lugares diferentes para a televisão, bem como nas representações sobre o valor cultural e social das celebridades. O consumo de media de celebridades é, por outro lado, identificado com elementos femininos da família e do círculo de amigos. De facto, são as raparigas, sobretudo entre os 12 e os 15 anos, que demonstram maior interesse pelos discursos emocionais e expressivos das celebridades. Por consequência, no seio do grupo de pares há construções de identidades a partir da projecção da celebridade sobre os mais novos, as raparigas ou os mais desfavorecidos, identificando este objecto com entretenimento comercial. Aplicando a tipologia de Wasko (2001) sobre audiências da Disney, identificamos os jovens participantes desde fanáticos até antagonistas face à celebridade e as suas principais características.&#xD;
As celebridades activam sobretudo a esfera do consumo, sobre a da cidadania, entre os jovens que são mais favoráveis a esta cultura, e estes influenciam por vezes os amigos. Mesmo que tenham algumas críticas sobre os limites de privacidade dos media, os fãs são ávidos para consumir media e produtos culturais relacionados com o ídolo, e mostram um maior respeito pelos direitos de autor. Os jovens mais indiferentes ou resistentes às celebridades não lhes reconhecem credibilidade como recomendadores de produtos e mensagens políticas, revertendo por vezes para um maior afastamento da esfera política. Para estes, o envolvimento em causas públicas, sobre a infância ou juventude ou para chamar a atenção dos jovens, é visto como uma reiteração da visibilidade, ao mesmo tempo que é um imperativo para negociar o poder económico alcançado.
Description: Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Ciências da Comunicação, especialização em Estudos dos Media e Jornalismo</description>
    <dc:date>2012-11-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10362/8088">
    <title>Fatalidade e política. Poética do trágico e constituição política do Ocidente</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/8088</link>
    <description>Title: Fatalidade e política. Poética do trágico e constituição política do Ocidente
Authors: Parreira, Francisco Luís de Oliveira
Abstract: um legado clássico, reiterado e ampliado na época moderna, que o "político" não se&#xD;
confunda com o espaço da política e do Estado, do qual foi separado e isolado, e de&#xD;
que ambos se instituem numa reciprocidade de negação. É no quadro desta restrição&#xD;
negativa que tem lugar a questão do acesso adequado ao espaço da política. Neste&#xD;
contexto, a superação desta cisão e a restauração de um sentido do "político" pressupôs,&#xD;
pelo menos naqueles pensadores que não a negaram, a recuperação de uma relação&#xD;
fundacional do político. A presente dissertação pretende avaliar de que modo e em que&#xD;
termos essa recuperação se mostrou intimamente envolvida com uma teoria do trágico&#xD;
e da tragédia e de que modo, nesse contexto, a conceptologia trágica impregnou&#xD;
espontaneamente o pensamento e, por intermédio dele, a prática política. Analisando&#xD;
conceitos de domínio trágico, como os de destino e reconhecimento, à luz da sua&#xD;
abertura política, a presente dissertação argumenta, no seu todo, em favor de uma&#xD;
relação persistente entre formas históricas de crise de representação do político e&#xD;
reemergências históricas de pensamento trágico.
Description: Tese de Doutoramento em Ciências da Comunicação</description>
    <dc:date>2012-06-01T00:00:00Z</dc:date>
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