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    <dc:date>2013-06-19T18:58:02Z</dc:date>
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    <title>Efeito dos factores do hospedeiro e parasitários na susceptibilidade à Malária e gravidade da Doença</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/7741</link>
    <description>Title: Efeito dos factores do hospedeiro e parasitários na susceptibilidade à Malária e gravidade da Doença
Authors: Monteiro, Maria Fernanda
Abstract: A malária é considerada como a doença parasitária mais séria em humanos, infectando cerca de 5 a 10% da população mundial, estimando-se entre 300 a 600 milhões de casos e mais de dois milhões de mortes, anualmente. Apesar da severidade da doença, a compreensão da variabilidade da resposta do hospedeiro à infecção (traduzida desde a infecção silenciosa até formas crónicas da doença, passando por quadros clínicos potencialmente fatais), continua a ser um dos grandes desafios da investigação médica.&#xD;
Vários factores genéticos parasitários ou do hospedeiro, estado imune e níveis de exposição, contribuem para esta variabilidade, mas a sua importância relativa para a carga total da doença tem sido pouco estudada. Entre outros, é possível salientar como fontes importantes de variabilidade na susceptibilidade à malária e gravidade da doença, factores intrínsecos ao hospedeiro tais como polimorfismos genéticos relacionados com as células sanguíneas e factores parasitários como a composição da(s) população(ões) parasitária(s) presentes na infecção.&#xD;
Factores do hospedeiro humano relacionados com as células sanguíneas (drepanocitose e deficiência na glucose-6-fosfato desidrogenase - G6PD) têm sido tradicionalmente estudados e relacionados com a gravidade da malária causada por Plasmodium falciparum.&#xD;
Relativamente às populações parasitárias, das cinco espécies que infectam humanos, P. falciparum continua a ser responsável pela malária grave, apesar de muito recentemente alguma gravidade ser atribuída a Plasmodium vivax. Sabe-se que nas mesmas áreas outras espécies coexistem em muito maior prevalência, contrariando o que se pensava há algum tempo. Apesar de poucos estudos terem focado o tema das infecções mistas, existem alguns relatos de que eventuais interacções entre as diferentes espécies presentes simultaneamente no mesmo hospedeiro poderem afectar a susceptibilidade à doença.&#xD;
Com o objectivo geral de avaliar o efeito e a contribuição destes factores na susceptibilidade e gravidade da malária, analisando e comparando três grupos (estudo de caso-controlo) doentes com malária grave (MG), doentes com malária não-complicada (Mnc) e indivíduos infectados assintomáticos (IA), realizámos em Angola de 2007 a 2010, um estudo em sete das 18 províncias com distintos níveis de endemicidade. Foram obtidas 1.416 amostras de sangue periférico de 1.198 indivíduos assintomáticos e 218 doentes. O DNA obtido a partir destes isolados foi utilizado para detecção da presença de variantes genéticos relacionados com os eritrócitos (drepanocitose – análise do gene HBB, deficiência G6PD – análise do gene G6PD, antigénio Duffy-análise do gene DARC) e identificação das espécies de Plasmodium presentes, através de nested-PCR mediante a amplificação dos genes que codificam a subunidade menor do RNA ribossomal. Os resultados demonstraram prevalências superiores às anteriormente descritas em relação às seguintes espécies parasitárias: P. falciparum 98,2% vs 92,0% e Plasmodium malariae 10,7% vs 1,0% e inferior em relação a P. vivax 2,5% vs 7,0%. Foi reconfirmada a presença de Plasmodium ovale (descrita anteriormente), mas não publicada em documentos oficiais e relatada pela primeira vez em Angola a presença de infecções mistas (duplas e triplas) (15,7%) e de infecção por P. vivax em indivíduos Duffy-negativos (dados publicados). Relativamente aos polimorfismos relacionados com os genes HBB e G6PD e provável associação com a protecção à malária, os nossos resultados confirmam a associação do traço falciforme (heterozigotia HbS), com a protecção à doença (OR = 0,30; IC 95% 0,18-0,49; p&lt;0,001). Contudo, não foi encontrada, quer nos indivíduos hemizigóticos, quer nos heterozigóticos para o alelo G6PD (A-) nenhuma evidência para a protecção a malária (MG e Mnc) (OR = 1,69; IC 95% 0,91-3,13; p=0,096). Os resultados desta investigação requerem um estudo mais aprofundado, com uma dimensão amostral maior, necessário à confirmação da nossa observação.</description>
    <dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10362/7153">
    <title>Impacto da ecografia de bolso no diagnóstico e gestão terapêutica em zonas remotas</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/7153</link>
    <description>Title: Impacto da ecografia de bolso no diagnóstico e gestão terapêutica em zonas remotas
Authors: Cabral, Henrique Mendes
Abstract: Nos países em desenvolvimento, particularmente nas zonas remotas, os&#xD;
exames médicos imagiológicos são quase inexistentes devido ao elevado custo de&#xD;
aquisição e manutenção. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera&#xD;
essencial a difusão da ecografia por ser um exame imagiológico de baixo custo,&#xD;
rápido e de grande fiabilidade, se realizada por um técnico formado. O advento da&#xD;
ecografia portátil diminuiu os custos, aumentando a flexibilidade da ecografia. Assim&#xD;
como o estetoscópio revolucionou a semiologia, é de prever que os ecógrafos de bolso&#xD;
se introduzam como complemento ao exame físico, permitindo a validação do&#xD;
diagnóstico semiológico.&#xD;
Durante um período de 4 meses utilizou-se um ecógrafo de bolso na prática&#xD;
clínica de uma missão humanitária em zona remota no distrito de Angolares em São&#xD;
Tomé e Príncipe. O clínico, através de um formulário de relato de caso (FRC),&#xD;
registou o diagnóstico, confiança no diagnostico (escala de Likert) e gestão&#xD;
terapêutica, baseado na semiologia, sendo esta informação reavaliada após a&#xD;
ecografia de bolso.&#xD;
Foram realizados 84 exames em 76 pacientes (12,8% dos pacientes&#xD;
observados). Os FRC foram revistos por pares, determinando a contribuição com&#xD;
informação relevante em 79,8% dos casos, alteração do diagnóstico em 52,4% e&#xD;
gestão terapêutica em 59,5%. Foi descrito um aumento na confiança do clínico no&#xD;
diagnóstico (p&lt;0,01) e diminuição nos custos globais da gestão terapêutica (p&lt;0,05).&#xD;
Do primeiro período de dois meses para o segundo verificou-se um aumento do risco&#xD;
relativo da ecografia não contribuir com informação relevante [4,31; 95% CI 1,5-12;&#xD;
χ2=9,87, p&lt;0,01] e em simultâneo um decréscimo de exames por paciente observado.&#xD;
Neste contexto, a ecografia de bolso aumentou a qualidade do diagnostico&#xD;
clínico e diminuiu os custos com a gestão terapêutica, reduzindo o tempo até ao&#xD;
diagnostico definitivo e os riscos inerentes a terapêuticas desnecessárias. Esta&#xD;
tecnologia, como complemento do exame físico, embora dependente do observador,&#xD;
aparenta ser benéfica para os pacientes em zonas remotas. O aumento da exactidão de&#xD;
diagnostico semiológico durante o estudo sugere a necessidade de investigação sobre&#xD;
a aprendizagem informal e ecografia de bolso.</description>
    <dc:date>2011-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10362/7146">
    <title>Infecções por Tinea capitis em meios desfavorecidos da periferia de Lisboa - Estudo em crianças do Bairro de Santa Filomena, Concelho da Amadora</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/7146</link>
    <description>Title: Infecções por Tinea capitis em meios desfavorecidos da periferia de Lisboa - Estudo em crianças do Bairro de Santa Filomena, Concelho da Amadora
Authors: Simão, Ana Gonçalves
Abstract: PLAVRAS – CHAVE: Tinea capitis, colheita de amostras, diagnóstico laboratorial, questionário, estratégias de intervenção&#xD;
&#xD;
Os fungos dermatófitos estão entre os mais disseminados e prevalentes das doenças causadas por fungos, afectam milhões de pessoas em todas as partes do mundo. A tinea capitis é a infecção fúngica mais comum na idade pediátrica, é contagiosa, havendo aumento do risco de infecção quando existe partilha de objectos e poucos cuidados de higiene. É uma infecção que afecta essencialmente crianças e pré-adolescentes, sendo que estes apresentam mais susceptibilidade e exposição à infecção.&#xD;
É uma infecção com distribuição mundial, sendo muito comum em África. Anteriormente as áreas endémicas estavam mais definidas, mas com o aumento das viagens inter-continentais e da imigração novas doenças têm-se expandido nos países de acolhimento, daí o aumento da prevalência desta infecção nos países Europeus. Para além de ser uma doença com um impacto social marcado, levando as crianças à restrição de actividades sociais, como a ida à escola e todas as consequências que daí advêm, como por exemplo a exclusão.&#xD;
Perante esta situação, realizou-se um estudo de forma a identificar a prevalência da tinea capitis em crianças com idades entre os 1-14 anos no Bairro de Santa Filomena, Concelho da Amadora, Portugal, e os conhecimentos (definição, diagnóstico e tratamento) dos encarregados de educação/responsáveis pela criança sobre a doença, para se poderem traçar estratégias de intervenção.&#xD;
A população era composta por 127 crianças, que frequentavam a Associação da Encosta Nascente e o Centro de Catequese leccionado no Bairro de Santa Filomena, sendo 44,9% do Sexo Masculino e 55,1% do sexo Feminino, com idades pré-escolar e escolar.&#xD;
Utilizaram-se três técnicas de diagnóstico, observação clínica, microscopia e exame cultural. As amostras do couro cabeludo das crianças foram analisadas no Laboratório de Micologia do Instituto de Higiene e Medicina Tropical. A prevalência de crianças com doença activa foi de 17,3% e de portadoras 19,7%. Foram identificados dois agentes etiológicas, Microsporum audouinii e o Tricophyton soudanense (fungos de origem Africana).&#xD;
Aos encarregados de educação/responsáveis pelas crianças aplicou-se um questionário sobre aspectos relacionados com a infecção por tinea capitis. Os respondentes mostraram poucos conhecimentos, alguns até incorrectos.&#xD;
Tendo em vista o controlo da infecção, é necessário envolver vários parceiros, como os Centros de Saúde e Centros de Educação (Creches /Escolas/Catequese), para além dos encarregados de educação, intervindo na sua formação com Sessões de Educação, rastreios, diagnóstico e tratamento, medidas preventivas e melhorias das condições de higiene pessoal e ambiental.</description>
    <dc:date>2011-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10362/7115">
    <title>Efeito da minociclina em Mus musculus infectados com trypanosoma brucei brucei</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/7115</link>
    <description>Title: Efeito da minociclina em Mus musculus infectados com trypanosoma brucei brucei
Authors: Gonçalves, Daniel Dias
Abstract: As patologias provocadas tanto em humanos como em outros mamíferos, pelo parasita hemoflagelado Trypanosoma brucei são um verdadeiro flagelo em África, ma-tando milhares de pessoas e cabeças de gado todos os anos. No caso da terapêutica hu-mana, todas as drogas foram implementadas em meados do século XX, sem novas pa-tentes desde 1981. Urge portanto a descoberta de novas moléculas, que em esquema monoterapêutico ou em associação, possam de alguma forma intervir no controlo do parasita ou contra a inflamação provocada pelas sucessivas ondas de parasitémia. &#xD;
Em estudos anteriores a minociclina, tetraciclina de 2ª geração, provou ser eficaz na protecção do sistema nervoso central (SNC) de ratos infectados com Trypanosoma brucei brucei (T.b.brucei), diminuindo a passagem pela barreira hemato-encefálica (BHE) de leucócitos e parasitas. No presente estudo, o efeito dessa droga parece estar relacionado com uma maior resistência à perda de vários componentes hematológicos como eritrócitos, leucócitos ou granulócitos em amostras de animais com vinte dias (20 DPI) de progressão de infecção com o parasita. Também as parasitémias são substanci-almente mais baixas (cerca de dez vezes menores) nos animais tratados em 20 DPI. Em termos das citocinas interleucina 4 (IL-4), interferão gama (IFN-γ) e óxido nítrico (NO), parece existir um padrão de secreção diferente nos animais tratados e não tratados. A IL-4 parece neste caso estar associada a um perfil anti-inflamatório; o NO, importante no controlo do parasita, existe em maiores quantidades nos animais tratados, ao contrário do IFN-γ com quantidades mais elevadas nos animais controlos. Esta última citocina está escrita na literatura como factor de crescimento parasitário. &#xD;
A expressão de metaloproteinases é aparentemente superior no baço quando comparada com tecido hepático, contudo sem aparentes diferenças entre os dois grupos persisitindo um sistema de dupla banda compreendidas entre r de 30 e 40 kDa, valores de massa molecular, na maioria dos animais dos dois grupos. As metaloproteinases po-dem se endógenas do hospedeiro, mas com elevada possibilidade de serem secretadas pelo parasita no seu processo de invasão tecidular.&#xD;
&#xD;
Palavras-Chave: Trypanosoma brucei brucei, minociclina, citocinas, metaloproteinases, inflamação</description>
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