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    <title>Contributo para o estudo da infecção congénita pelo vírus citomegálico em Portugal</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10362/5101</link>
    <description>Title: Contributo para o estudo da infecção congénita pelo vírus citomegálico em Portugal
Authors: Paixão, Paulo Jorge Pereira Cruz
Abstract: Resumo&#xD;
O vírus citomegálico humano (CMV) é o principal agente de infecção congénita,&#xD;
atingindo cerca de 0.2 a 2.2% de todos os recém-nascidos. As crianças que nascem&#xD;
infectadas por este vírus têm cerca de 11% a 12.7% de probabilidades de apresentarem&#xD;
sintomas e sinais de doença citomegálica ao nascimento, podendo cerca de 40 a 58%&#xD;
destas virem a apresentar sequelas neurológicas permanentes. Das crianças infectadas&#xD;
que terão infecção assintomática no período neo-natal, 5 a 15% poderão vir igualmente&#xD;
a sofrer de sequelas tardias, sobretudo a surdez ou o atraso mental.&#xD;
Em Portugal, desconhece-se a dimensão deste problema. O primeiro objectivo desta&#xD;
dissertação foi, desta forma, a determinação da prevalência através do recurso aos&#xD;
cartões do diagnóstico precoce (“Guthrie cards”), utilizando uma técnica de nested-PCR&#xD;
dirigida para o vírus. Foram estudados 3600 cartões, seleccionados de todo o território&#xD;
nacional (continente e ilhas), de uma forma proporcional ao número de nascimentos em&#xD;
cada distrito, dos quais 38 foram positivos, o que dá uma prevalência de 1.05%&#xD;
(intervalo de confiança para 95%: 0.748-1.446).&#xD;
A revisão sobre a experiência acumulada nos últimos 15 anos, na área do&#xD;
diagnóstico pré-natal, juntamente com um estudo adicional sobre a técnica da avidez,&#xD;
permitiu retirar algumas ilações, nomeadamente que este diagnóstico constitui uma&#xD;
arma diagnostica fiável para a avaliação pré-natal desta infecção congénita e que a&#xD;
selecção dos casos para amniocentese deverá obedecer a indicações serológicas&#xD;
precisas, como a “seroconversão para IgG” ou a “IgM confirmada” (devendo o método&#xD;
de confirmação ser a avidez das IgG com um índice &lt;0,6) e as alterações ecográficas de&#xD;
etiologia não esclarecida.&#xD;
A possibilidade de utilizar pools de urinas para detectar a infecção congénita por&#xD;
CMV foi abordada na terceira parte do trabalho experimental. A metodologia aí descrita&#xD;
teve correlação total com o método de referência, permitindo uma redução bastante&#xD;
significativa nos tempos de execução e nos custos em consumíveis, pelo que abre a&#xD;
possibilidade da sua utilização para o rastreio da infecção congénita por CMV nos&#xD;
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